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Condições de exposição e procedência da carne serão verificadas pela fiscalização da Vigilância Sanitária, que começa na próxima semana Vigilância Sanitária (Visa) vai intensificar fiscalização em açougues de Uberaba. A ação começa na próxima semana e segue por dois meses. Além de açougues, a equipe também vai vistoriar as peixarias, por conta do período de Quaresma, quando o consumo é maior e as vendas aumentam. De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Nelson Ranieri, órgão vem recebendo denúncias da comunidade quanto às condições dos açougues. “Temos informações de açougues que surgem de forma clandestina, não possuem licenciamento sanitário, alvará de licença e localização da Prefeitura, nenhum tipo de vínculo com os órgãos de inspeção. Além da população, também seguimos denúncias das polícias Civil e Militar sobre casos de roubo de gado e procedência ilegal de carnes. Diante disto, será realizada fiscalização direcionada a estes estabelecimentos”, explica. Nos açougues serão observados vários pontos, como condições higiênico-sanitárias do local e dos manipuladores, a segurança do trabalhador, a procedência da carne, a temperatura e o fluxo de manipulação, industrialização de produtos como massa de quibe, e alvará sanitário e procedência da carne, quando for possível. “Nossa preocupação é que estes produtos, como a linguiça e o quibe, sejam produzidos com restos de carne ou alimentos de procedência duvidosa”, diz Ranieri. Quanto às peixarias, Nelson lembra que o consumidor precisa estar atento quanto às condições do peixe. Trata-se de um alimento perecível e, por isto, demanda conservação diferenciada. “Tudo será observado, pois se aumenta o consumo, a quantidade de pessoas vendendo peixes aumenta, existem aqueles que colocam o produto em uma caixa térmica e anunciam, e outros que nunca venderam peixe e, por conta da Quaresma, passam a oferecer”, diz. Ranieri explica ainda que o estabelecimento que receber alguma notificação terá o prazo de 15 dias para regularizar a documentação e proceder às ações necessárias. “Já fizemos um estudo sobre o aspecto burocrático e podemos garantir que, neste prazo, os proprietários conseguirão regularizar sua situação”, conclui. Se o prazo não for respeitado, o açougue será interditado.