Conselho Consultivo do São Paulo decidiu não recomendar o impeachment de Júlio Casares (Foto/Arquivo)
O São Paulo deu mais um passo no processo que discute a permanência de Júlio Casares na presidência do clube. Reunido nesta terça-feira, o Conselho Consultivo analisou o pedido de impeachment encaminhado pelo Conselho Deliberativo e decidiu emitir parecer contrário à saída do dirigente.
Formado por ex-presidentes do clube e do próprio Conselho Deliberativo, o órgão avaliou as denúncias recentes envolvendo Casares e, por maioria, entendeu que não há elementos suficientes para recomendar o afastamento. Dos integrantes que se manifestaram, apenas um conselheiro declarou apoio ao impeachment.
Mesmo com ausências na reunião, o posicionamento final foi claro: o Conselho Consultivo optou por não endossar o pedido. Embora tenha forte influência política dentro do clube, o colegiado atua apenas de forma consultiva, sem poder decisório.
A definição sobre o futuro do presidente são-paulino caberá ao Conselho Deliberativo, responsável pela votação que pode confirmar ou rejeitar o impeachment. Até o momento, não há data definida para essa deliberação.
O encontro ocorreu de forma reservada e foi acompanhado por protestos do lado de fora. Torcedores se concentraram nas proximidades do local, exibiram faixas com críticas à atual gestão e abordaram veículos na saída dos conselheiros.
No documento que formaliza a recomendação, o Conselho Consultivo afirma que as acusações apresentadas não foram acompanhadas de provas materiais diretas contra o presidente. O texto ressalta ainda que, embora o impeachment seja um instrumento jurídico, sua aplicação envolve também avaliação política sobre a capacidade de continuidade da gestão. Diante disso, o órgão concluiu que não há base suficiente para sustentar um parecer favorável ao afastamento.