
Matheuzinho chorou no vestiário e precisou receber apoio dos companheiros. (Foto/IA)
O Corinthians enfrenta um momento de tensão máxima dentro e fora de campo. Com dez partidas consecutivas sem vitória e na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o clube convive com jogadores abatidos e preocupados com a possibilidade de disputar a segunda divisão.
A situação ficou evidente após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, quando o lateral-direito Matheuzinho chorou no vestiário e precisou receber apoio dos companheiros. O resultado aumentou a pressão sobre o elenco, que tenta encontrar uma saída para a sequência negativa.
O lateral também esteve envolvido em uma discussão com o zagueiro Gustavo Henrique durante o intervalo da derrota por 4 a 1 para o Palmeiras. Na ocasião, William Batista, treinador do sub-20, comandava a equipe interinamente após a saída de Fernando Diniz.
SEEDORF TENTA MELHORAR AMBIENTE NO CORINTHIANS
A chegada do técnico Clarence Seedorf trouxe uma proposta de tornar o ambiente mais positivo, mas o trabalho ainda não conseguiu provocar a reação esperada dentro de campo.
Entre profissionais que acompanham a rotina do CT Joaquim Grava, existe a avaliação de que o grupo sente falta de jogadores com maior capacidade de liderança e identificação com o clube, como Cássio, Fábio Santos, Renato Augusto e Ángel Romero.
Atualmente, Gustavo Henrique aparece como uma das principais referências do elenco e tem assumido uma participação mais ativa nas conversas internas.
PRÓXIMOS JOGOS SÃO DECISIVOS
Sem conquistar uma vitória desde 9 de agosto, quando derrotou o Bragantino pela 22ª rodada do Brasileirão, o Corinthians busca interromper o jejum e deixar a zona de rebaixamento.
Os próximos compromissos serão contra Mirassol e São Paulo, antes da pausa para a Data Fifa. A intenção é conquistar pontos nessas duas partidas para diminuir a pressão e atravessar o período sem jogos em uma situação mais tranquila.
Internamente, o confronto diante do Mirassol é tratado como uma oportunidade fundamental para iniciar a recuperação e reduzir o risco de queda para a Série B.