
A briga entre BAP e Pedrinho saiu dos campos de futebol e foi parar na Justiça. (Foto/Montagem)
A rivalidade entre Flamengo e Vasco ultrapassou os gramados e se transformou em uma disputa entre os presidentes Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, e Pedrinho. O desentendimento envolve declarações públicas, divergências administrativas e um processo judicial que continua em andamento.
O conflito ganhou força depois que o Flamengo questionou investimentos realizados pelo Vasco durante seu processo de recuperação judicial. Antes disso, Bap já havia levantado suspeitas de conflito de interesses envolvendo a possível venda da SAF vascaína a Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
DECLARAÇÕES PROVOCARAM AÇÃO JUDICIAL
As críticas levaram Pedrinho a chamar o presidente rubro-negro de “mau-caráter” e “hipócrita”, entre outras expressões. Em resposta, Bap entrou na Justiça com um pedido de indenização de R$ 40 mil, além de exigir uma retratação pública.
A defesa de Pedrinho argumenta que as declarações ocorreram no exercício de suas funções como presidente do Vasco e estavam relacionadas aos interesses institucionais do clube.
Os advogados também sustentam que a liberdade de expressão permite críticas públicas entre dirigentes e contestam a possibilidade de uma retratação obrigatória.
MARACANÃ TAMBÉM VIROU MOTIVO DE DISPUTA
As divergências entre os dirigentes chegaram à administração dos estádios. O Vasco enfrentou dificuldades para utilizar o Maracanã contra o Boca Juniors, pela Copa Sul-Americana, e conseguiu realizar a partida no local após uma decisão judicial.
Para o clássico desta quinta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, o Vasco escolheu o estádio Nilton Santos, já que não poderia mandar o confronto em São Januário.
Inicialmente, o clube anunciou uma divisão de ingressos de 90% para seus torcedores e 10% para os flamenguistas, mas a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) participou das negociações e definiu uma distribuição igualitária.
PROCESSO CONTINUA NA JUSTIÇA
Na movimentação mais recente da ação, os advogados de Bap contestaram os argumentos apresentados pela defesa de Pedrinho e reforçaram que as declarações atingiram pessoalmente a honra do presidente do Flamengo.
A defesa rubro-negra também rejeitou a tentativa de transferir ao Vasco a responsabilidade pelas manifestações de seu dirigente.
Após a negativa de uma liminar, considerada favorável a Pedrinho, o processo aguarda novas manifestações da Justiça do Rio de Janeiro.
Enquanto Flamengo e Vasco se preparam para mais um confronto, a disputa entre seus presidentes permanece sem solução, tanto nos bastidores do futebol quanto na esfera judicial.