Em Água Comprida, o clima eleitoral ainda pode ser sentido, como na tarde de ontem, quando a Justiça determinou que um casal desocupasse galpão...
Em Água Comprida, o clima eleitoral ainda pode ser sentido, como na tarde de ontem, quando a Justiça determinou que um casal desocupasse galpão de propriedade do Município, atendendo pedido feito pelo prefeito João Anivaldo Oliveira.
Enquanto o procurador da Prefeitura, Everson de Morais Torres, garante que a administração apenas cumpriu com sua obrigação ao entrar na Justiça para retomar o imóvel, localizado na esquina da rua 20 com avenida 27, opositores do prefeito reeleito têm outra interpretação.
O pedido de reintegração de posse contra o casal Ivo Silva Rosa e Carmem Aparecida Tosta Silva seria em razão de apoio dos mesmos a outro candidato a prefeito. Certo mesmo é o determinado em liminar expedida pela 3ª Vara Cível de Uberaba. O casal terá prazo de dez dias para desocupar o galpão.
Por sua vez, o procurador Everson Torres explicou ao Jornal da Manhã que, até o mês passado, cinco pessoas estavam morando no imóvel, mas saíram assim que o representante do Município notificou todos eles para que desocupassem o bem público em um mês. Como houve resistência do casal Ivo e Carmem, foi proposta a ação judicial contra os mesmos.
Por outro lado, o procurador nada declarou quando indagado se realmente o casal estaria no galpão há 22 anos, preferindo, sim, informar que a Câmara Municipal não dispõe de qualquer registro dando conta de autorização para que ocupassem o galpão.
Como foram notificados na tarde de ontem, os moradores terão prazo de dez dias para sair. Havendo resistência, a prefeitura poderá requisitar força policial para retirada do casal, bem como veículo para transportar os móveis, que terá de guardar até que os proprietários tenham outro endereço.