Adiado júri popular do professor Genildo Batista de Oliveira, que estava marcado para o dia 5 de agosto no Fórum Melo Viana, em pauta divulgada pela 1ª Vara Criminal
Fot Jairo Chagas
Adiamento foi determinado pelo juiz Ricardo Cavalcante Motta, em razão de recursos pendentes
Adiado júri popular do professor Genildo Batista de Oliveira, que estava marcado para o dia 5 de agosto no Fórum Melo Viana, em pauta divulgada pela 1ª Vara Criminal. O réu responde pelo assassinato da idosa Euripidina Maria da Silva e pela tentativa de homicídio praticada contra o sargento da reserva Haroldo Rodrigues. O adiamento foi determinado pelo juiz Ricardo Cavalcante Motta, em razão de recursos pendentes que tramitam em instâncias superiores e que impedem que o júri popular ocorra na data prevista. Somente após as apelações serem apreciadas haverá o reagendamento do “Tribunal do Júri”.
Conforme os autos, o réu, com ciúmes da esposa, atropelou o sargento, que caiu sobre o capô do veículo. Ao tentar repetir a ação, Genildo acabou por matar a mulher, de 81 anos, que passava pelo local e alertara o policial para que fugisse. Em Sacramento, o réu foi submetido a julgamento pelos dois crimes. Naquela cidade, o professor foi absolvido da tentativa contra o sargento e condenado a um ano e um mês por homicídio culposo da idosa. No entanto, o resultado foi anulado após recurso do Ministério Público, interposto no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), segundo o qual uma das juradas teria sido influenciada na decisão.
O advogado de defesa Leuces Teixeira explica que o pedido para o júri popular ser realizado na comarca uberabense partiu do Ministério Público. Segundo ele, o motivo é decorrente de o réu ser uma pessoa envolvida com a comunidade e gozar de boa reputação – o que poderia acabar comprometendo o Tribunal do Júri. Com isso, houve o desaforamento do processo – ato de tirá-lo de um foro e colocá-lo em outro – para a comarca de Uberaba. A nova data ainda não foi definida.