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Aelton quer medidas para amenizar a crise na agricultura

Esta semana, o deputado Aelton Freitas (PR) defendeu em pronunciamento na Câmara dos Deputados medidas governamentais que tranqüilizem os agricultores frente à crise dos mercados financeiros.

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 03:54
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Esta semana, o deputado Aelton Freitas (PR) defendeu em pronunciamento na Câmara dos Deputados medidas governamentais que tranquilizem os agricultores frente à crise dos mercados financeiros nacional e internacional.

O parlamentar disse que o cenário de incertezas trouxe insegurança aos produtores rurais e que a falta de recursos aos agricultores irá refletir na queda da produtividade e em prejuízo para o País. "A ação rápida do Governo é fundamental para manter o equilíbrio nos preços para os produtores e consumidores. As medidas que foram tomadas demonstram uma preocupação com esse setor que desponta como uma alavanca ao crescimento do País, mas, infelizmente, não atendem totalmente as necessidades dos produtores. Desta forma, para que a safra 2010 não seja prejudicada com os respingos da atual crise, é preciso que mais medidas de proteção sejam tomadas de imediato", alertou Aelton.

O deputado esclareceu que a crise afeta a agricultura de formas bem definidas, pelo custo mais alto na produção, com preços elevados dos fertilizantes e pela restrição de crédito ao agricultor, e as consequências não são das mais animadoras. Safras mais caras, com menor crédito, produção mais baixa, incertezas no mercado interno, aumento de preços ao consumidor.

Com o dólar alto e crédito estrangulado, os empresários acabam repassando àquele que compra para gastar em uso próprio e dos seus os possíveis prejuízos da crise. "A dupla preferida na mesa dos brasileiros, o feijão com arroz, já sofreram ajustes de preços. Só o grão do feijão obteve um acréscimo de 87,41% nos últimos 12 meses. Atualmente, com a dúvida das consequências da crise, o feijão preto sofreu repasse de 10% na venda aos atacadistas. Já o setor do arroz enfrenta o desafio de ajustar estoques para atender ao mercado interno, já que apenas 7% da produção mundial é comercializada. Para agravar a situação, a produção de 2008 ficou abaixo da demanda, com 12.057 mil toneladas produzidas contra 12,9 mil toneladas necessárias ao mercado. Isso representa um aumento de preço do produto nos supermercados e a diminuição no poder de compra do brasileiro", destacou Freitas.

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