A taxa de analfabetismo em Minas Gerais caiu de 4,3% para 3,8% entre a população com 15 anos ou mais, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C) Educação, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado é o menor índice registrado em Minas desde o início da série histórica, em 2016. Mesmo com o avanço, cerca de 652 mil mineiros ainda não sabem ler e escrever.
A queda de 0,5 ponto percentual foi a maior registrada entre os estados do Sudeste no comparativo anual. A taxa mineira também ficou abaixo da média nacional, de 4,9%.
Apesar da redução, Minas Gerais divide com o Espírito Santo a maior taxa de analfabetismo da região, ambos com 3,8%.
No Rio de Janeiro, o índice é de 1,6%, enquanto São Paulo registra 1,9%.
Os dados também mostram diferença entre homens e mulheres. Em Minas, a taxa de analfabetismo é de 3,6% entre as mulheres e chega a 4% entre os homens.
A pesquisa também aponta que 53,7% dos mineiros com 25 anos ou mais concluíram pelo menos o ensino médio. O percentual está abaixo da média nacional, de 57,4%.
Outro indicador mostra uma diferença significativa na conclusão do ensino superior. Entre a população branca com 25 anos ou mais, 27,9% possuem graduação. Entre pessoas pretas ou pardas, o percentual é de 13,9%.
Para pessoas que não concluíram os estudos na idade regular, o Ministério da Educação mantém o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), plataforma que auxilia na localização de vagas da rede pública.
Podem utilizar o sistema pessoas a partir de 15 anos para o ensino fundamental e de 18 anos para o ensino médio. A ferramenta permite indicar o interesse em voltar a estudar e facilita o encaminhamento para unidades de ensino.
Em Minas Gerais, são 1.937 escolas que oferecem Educação de Jovens e Adultos (EJA), sendo 1.730 da rede pública. Atualmente, mais de 125 mil estudantes estão matriculados nessa modalidade no estado.