Etcamah é indicado para pacientes adultas com tumores específicos e mutação no gene ESR1
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Etcamah (camizestranto) para o tratamento de pacientes adultas com câncer de mama localmente avançado ou metastático.
Segundo a agência, o medicamento é voltado principalmente para pacientes que ainda não apresentam progressão radiológica da doença, mas possuem uma mutação no gene ESR1, alteração que pode fazer com que as células do tumor desenvolvam resistência a tratamentos hormonais.
O Etcamah é administrado por via oral e é indicado para tumores positivos para receptor de estrogênio (ER+) e negativos para HER2 (HER2-), quando a mutação ESR1 surge durante o tratamento com terapia endócrina combinada a um inibidor de CDK4/6 por pelo menos seis meses.
A indicação também exige que não haja sinais de progressão radiológica ou clínica da doença.
O camizestranto pertence a uma nova geração de medicamentos conhecidos como degradadores seletivos do receptor de estrogênio (SERDs).
De acordo com a Anvisa, o medicamento atua bloqueando e promovendo a degradação do receptor de estrogênio presente nas células tumorais. Com isso, busca reduzir o crescimento de tumores que dependem desse hormônio.
O câncer de mama ocorre quando células anormais da mama se multiplicam e formam um tumor, que pode invadir outros órgãos. Existem diferentes tipos da doença, com comportamentos e velocidades de crescimento variados.
O risco aumenta com a idade, principalmente a partir dos 50 anos. Entre os fatores associados estão sobrepeso e obesidade após a menopausa, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, exposição a radiações ionizantes e fatores hormonais e genéticos.
Entre os principais sinais estão caroço endurecido na mama, alterações no mamilo, nódulos nas axilas ou no pescoço, saída espontânea de líquido pelo mamilo e mudanças na pele da mama, que pode ficar avermelhada ou com aspecto semelhante ao de casca de laranja.
Embora seja mais comum em mulheres, o câncer de mama também pode atingir homens.
A identificação precoce aumenta as possibilidades de tratamento. A avaliação pode envolver exame clínico e mamografia, enquanto a confirmação do câncer é feita por meio de biópsia, com análise do tecido retirado da lesão.
O tratamento varia de acordo com o tipo e o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal, terapias-alvo e imunoterapia.
No caso do novo medicamento aprovado pela Anvisa, a indicação é específica para pacientes que atendam aos critérios relacionados ao tipo de tumor, à mutação ESR1 e ao histórico de tratamento.