DOAÇÃO DE SANGUE

Doação de sangue muda no Brasil e passa a permitir doadores com mais de 70 anos

Nova regulamentação permite que doadores regulares sigam doando após os 70 e reduz prazo para doação após tatuagens e procedimentos estéticos

Publicado em 30/09/2026 às 14:24
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Pessoas que já são doadoras regulares de sangue poderão continuar fazendo doações após completar 70 anos, desde que estejam saudáveis e sejam consideradas aptas na avaliação clínica realizada pelo serviço de hemoterapia. A mudança passou a valer nesta quarta-feira (30), com a entrada em vigor da Portaria GM/MS nº 11.685/2026.

Até então, havia limite máximo de idade para a doação. Com a nova regulamentação, deixa de existir uma idade máxima para os doadores regulares, desde que sejam respeitados os intervalos e a frequência definidos para cada faixa etária.

A atualização também alterou os prazos de espera para pessoas que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva, botox, preenchimento ou microagulhamento.

O que mudou

Nos casos de tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos, a doação poderá ser feita sete dias após o procedimento, desde que ele tenha sido realizado em local que cumpra as normas de segurança sanitária.

Quando não for possível comprovar que o procedimento seguiu essas normas, o prazo de espera passa a ser de quatro meses. Para piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ocorrer quatro meses após a retirada.

A nova regulamentação também reduziu de seis para quatro meses o período de espera após endoscopia ou colonoscopia e estabeleceu novas regras para situações relacionadas a medicamentos e exposição a áreas de risco.

Mais segurança na triagem

Entre as mudanças está a adoção obrigatória do teste de malária em 100% dos exames de triagem. O exame NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, já era utilizado para detectar HIV e hepatites B e C e passa a identificar também o parasita causador da malária.

Com a mudança, pessoas que estiveram em municípios de áreas endêmicas ou tiveram exposição em regiões de mata, bosque ou floresta terão período de impedimento de 30 dias, conforme os critérios estabelecidos pela regulamentação.

Outra novidade é a adoção do padrão internacional ISBT 128, que permite reforçar a identificação e a rastreabilidade das bolsas e amostras durante todo o processo, desde a coleta até a transfusão.

O prazo de validade das plaquetas também poderá passar de cinco para até sete dias, desde que sejam adotadas as medidas de controle de qualidade exigidas. A medida busca reduzir perdas e ampliar a disponibilidade do componente utilizado em diferentes tratamentos.

Quem pode doar

De acordo com o Ministério da Saúde, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar alimentado e ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas. Também é necessário apresentar documento oficial com foto.

Adolescentes a partir de 16 anos podem se candidatar à doação, desde que tenham autorização do responsável. Já pessoas com mais de 70 anos precisam ser doadoras regulares e passar pela avaliação clínica que confirme a aptidão para a doação.

Em 2025, o SUS registrou 3,26 milhões de coletas de sangue em todo o país, segundo o Ministério da Saúde.

Quem quiser doar deve procurar o hemocentro mais próximo para verificar os horários de atendimento e passar pela triagem antes da coleta.

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