Representantes dos governos de Brasil e Estados Unidos fizeram, nesta terça-feira (19/5) uma primeira reunião para avançar em negociações em torno das tarifas impostas pela gestão de Donald Trump aos produtos brasileiros.
O encontro, por videoconferência, foi comandado pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, e foi classificado como “excelente” por Elias Rosa.
A meta do governo Luiz Inácio Lula da Silva é firmar um acordo parcial e progessivo. Inicialmente, o Brasil negocia produtos cujas tarifas são consideradas mais fáceis de serem retiradas, como equipamentos médicos adquiridos dos EUA para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Produtos tidos como mais sensíveis, como o aço e o etanol, devem ficar para outro momento, caso as negociações continuem avançando. O mesmo vale para temas estratégicos, a exemplo da exploração de terras raras.
"O presidente Lula me incumbiu de apresentar alternativas para um acordo e tirar compromissos dos Estados Unidos, mas ainda não apresentamos os nossos pedidos", disse Márcio Elias Rosa a jornalistas no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (20/5).
Uma nova reunião está prevista para a semana que vem. Segundo o ministro, as tratativas foram destravadas após a visita de Lula a Trump na Casa Branca,em Washington.
Investigação sobre o Pix
Ao mesmo tempo, o governo brasileiro aguarda uma decisão da administração americana sobre a Seção 301, investigação aberta pelos EUA contra o Brasil que cita práticas como o Pix e decisões judiciais sobre as big techs como contrárias aos interesses de empresas dos EUA.
O prazo para a gestão de Donald Trump tomar uma decisão final sobre o caso deve se encerrar em junho. Apesar dos argumentos apresentados pelo Brasil, a expectativa no governo Lula é de um veredicto desfavorável ao país, o que poderia abrir brechas para a imposição de novas sobretaxas.
Fonte: O Tempo.