A arrecadação de impostos e contribuições cresceu 10,1% nos nove primeiros meses de 2008 e atingiu novo recorde. Mesmo com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a Receita Federal arrecadou R$ 508,8 bilhões entre janeiro e setembro.
Somente no mês passado foram R$ 55,663 bilhões, aumento de 8% em relação ao mesmo mês de 2007, valor recorde para meses de setembro, considerando dados corrigidos pelo índice oficial de inflação (IPCA).
Em termos relativos, o imposto cuja arrecadação mais cresceu no ano foi o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que teve suas alíquotas elevadas para compensar o fim da CPMF. A arrecadação subiu 151,4% e chegou a R$ 15,3 bilhões no acumulado do ano.
Em valores absolutos, o principal responsável pela arrecadação recorde foi o Imposto de Renda (pessoa física, empresas e retido na fonte), que respondeu por 28,3% do total. Foram arrecadados R$ 143,9 bilhões, sendo R$ 67 bilhões somente das empresas.
A Receita vem justificando os sucessivos recordes alcançados neste ano com base no aumento do lucro das empresas e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
A segunda maior arrecadação ficou com a Cofins (R$ 91 bilhões), aumento de 13,5% sobre o ano passado.
As receitas da Previdência, que respondem por cerca de 25% da arrecadação, cresceram 11,7% no ano e chegaram a R$ 128,9 bilhões.