Junto ao elevado crescimento econômico do País em 5% ao ano, aumentou o consumo de energia, mas a oferta não acompanha essa evolução e permanece estagnada. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia (Abesco), anualmente o Brasil perde R$ 11 bi por utilização inadequada de energia. O desperdício em MW/h chega a 12,6 bilhões, quantidade suficiente para abastecer a capital do Rio de Janeiro por um ano. Medidas simples como banhos mais rápidos, manutenção nas geladeiras e troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes ajudariam a mudar esses números. Mais curtas Crescimento. Em um grupo de dez países analisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República –, o Brasil só supera a África do Sul e a Argentina em crescimento econômico no período de 1975 a 2005. Nosso PIB per capita cresceu 35,6% nesses 30 anos e perdeu para o crescimento de China (896%), Índia (174,3%), Finlândia (88,5%), EUA (88,2%), Espanha (85,3%), Alemanha (79,8%) e México (49%). Eficiência. Apesar do fraco crescimento econômico, o Brasil triplicou o consumo de energia elétrica. Já a China foi mais eficiente: cresceu quase dez vezes, mas aumentou o consumo de energia oito vezes. A Finlândia, com PIB quase dobrado, passou a consumir três vezes mais energia.