Ao menos 17% das trabalhadoras latino-americanas estão empregadas no serviço doméstico, um percentual que é ainda maior no Brasil e na grande Buenos Aires, segundo dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). No Brasil, 18,3% das trabalhadoras se empregam em casas de famílias, enquanto o percentual chega a 17,3% na grande Buenos Aires, dados que preocupam a OIT, porque se trata de uma atividade que conta "com os menores níveis de remuneração e proteção social". Os números, fornecidos à pesquisa da OIT pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), destacam ainda que a taxa chega a 16,0% no Panamá, 14,8% no Uruguai e 14,3% no Chile. A OIT chama a atenção para o fenômeno, já que, em sua opinião, é possível encontrar nele uma dupla discriminação, pois neste segmento pouco protegido trabalha um grande percentual de mulheres indígenas ou afro-descendentes, e, em alguns países, também de imigrantes.