O relatório SITA Baggage IT Insights 2025 aponta que a taxa global de extravios caiu para 6,3 malas por 1.000 passageiros em 2024, uma redução frente aos 6,9 registrados no ano anterior. A América Latina é região que apresentou uma redução de quase 15% no número de bagagens despachadas incorretamente, caindo de 6,43 para 5,5 malas por 1.000 passageiros.
Estima-se que 33,4 milhões de malas foram extraviadas no mundo em 2024, gerando um custo de US$ 5 bilhões para o setor aéreo. Desse total, 66% das malas extraviadas foram localizadas e devolvidas aos donos em até 48 horas. Embora os índices brasileiros sejam melhores que a média global — cerca de 2 malas extraviadas por 1.000 passageiros —, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reforça que as empresas aéreas são as responsáveis pela reparação e assistência material.
Durante o Carnaval, época de muito movimento nos aeroportos brasileiros, precauções podem evitar dores de cabeça durante e após a viagem. Tirar fotos estratégicas da bagagem antes da viagem, por exemplo, pode fazer toda a diferença. É o que aconselha o advogado Rodrigo Alvim, especialista em defesa dos direitos do passageiro aéreo: “Ter provas é a melhor forma de se proteger em situações de conflito com companhias aéreas. As fotos não são apenas úteis, mas podem ser decisivas em processos de reembolso ou indenização”.
Nesta matéria, Rodrigo Alvim elenca cinco fotos que devem ser tiradas antes do embarque.
1. Foto da mala por fora
Antes de despachar sua bagagem, tire uma foto externa da mala de vários ângulos. Esse registro visual comprova a condição da bagagem no momento do embarque, o que é importante em caso de danos ou extravio. A imagem ajuda a localizar a mala e serve como prova em processo de ressarcimento. Lembre-se de retirar as etiquetas anteriores e deixar apenas a da viagem atual.
2. Fotos do interior da mala
Abra a mala e registre seu conteúdo antes de fechar. Coloque tudo em cima de um superfície plana e fotografe. Caso a bagagem seja extraviada e não encontrada, essas fotos comprovam o que havia dentro da mala, facilitando a solicitação de reembolso por itens perdidos. Caso compre produtos eletrônicos como computador, videogame ou máquina fotográfica, por exemplo, tenha guardado as notas fiscais. Lembre-se que objetos de valor devem ser levados na bagagem de mão.
3. Foto ou vídeo da chegada ao aeroporto
Registrar o momento da chegada no aeroporto (de preferência com a hora visível) pode ser crucial em disputas sobre atrasos ou problemas no check-in. Em caso de alegações de que o passageiro não chegou a tempo, essa imagem serve como prova de pontualidade. Também fotografe a etiqueta de identificação da bagagem que mostre as informações (quem pertence e destino). Tenha uma foto do peso da mala, porque se sumir algo essa informação vai ser muito útil.
4. Foto do cartão de embarque e painel de voo
Em casos de overbooking (quando a companhia vende mais assentos do que a capacidade do avião), ter uma foto do cartão de embarque e do painel de informações pode fazer a diferença. Esses registros ajudam a comprovar que o passageiro tinha assento, mas não conseguiu embarcar.
5. Fotos dos bilhetes aéreos (originais e novos)
Se houver troca de voo ou remarcação pela companhia aérea, registre os bilhetes antigos e os novos. Eles são a base para comprovar que o trajeto foi realmente alterado, algo essencial em pedidos de reembolso, ações judiciais ou reclamações em órgãos de defesa do consumidor.
Caso sua bagagem seja extraviada ou tenha prejuízos, comunique o fato à empresa aérea na área de desembarque, preencha um formulário de reclamação por danos e consulte a política da companhia aérea antes de sair do aeroporto.
Segundo a Anac, a bagagem pode permanecer extraviada por, no máximo, sete dias para voos nacionais e 21 dias, nos internacionais. Não sendo localizada nesse período de tempo e não sendo entregue no prazo indicado, a empresa aérea deverá indenizar o passageiro.
Fonte: O Tempo.