TEMPESTADE SOLAR

NASA registra megaerupção solar e alerta para tempestade; veja efeitos no Brasil

Saiba o que é tempestade solar, riscos para comunicação e navegação e o que esperar no Brasil

O Tempo
Publicado em 05/02/2026 às 17:12
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Uma megaerupção solar observada pela NASA elevou o nível de atenção para o chamado clima espacial nesta semana. Em atualização publicada no blog oficial do ciclo solar, a agência informa que o Sol emitiu uma forte erupção classificada como X4.2 — categoria usada para eventos de maior intensidade — registrada na manhã de 4 de fevereiro. A imagem foi capturada pelo Solar Dynamics Observatory (SDO), satélite que monitora o Sol continuamente.

Segundo a NASA, erupções solares são explosões de energia capazes de afetar comunicações por rádio, redes elétricas, sinais de navegação e também representar riscos para satélites e astronautas. A explicação e o registro do evento estão no comunicado “Sun Releases Strong Flare”, disponível em science.nasa.gov.

Tempestade solar “vai atingir o Brasil”?

O termo “tempestade solar” costuma aparecer quando, além da radiação da erupção, há ejeções de partículas e perturbações que podem interagir com o campo magnético da Terra. Para o público em geral, os efeitos — quando acontecem — tendem a aparecer como instabilidade temporária em comunicação e navegação, não como um risco direto e imediato à saúde.

No Brasil, isso pode se traduzir em interferências pontuais em serviços que dependem de sinais de rádio e satélite, principalmente em cenários de maior atividade solar. Ainda assim, o impacto varia de acordo com a direção e as características do evento, e nem toda erupção intensa resulta em efeitos relevantes no solo.

O que significa a classificação X4.2

As erupções solares são classificadas por intensidade em uma escala em que a classe X representa os eventos mais fortes. O número (como “4.2”) indica o “tamanho” do evento dentro dessa classe. Em outras palavras: quanto maior o número, mais intensa a erupção.

Quais são os impactos mais comuns?

De forma geral, os efeitos associados ao clima espacial incluem:

  • Comunicação: oscilações e interrupções temporárias em comunicações por rádio (especialmente em determinadas faixas e rotas).
  • Navegação: instabilidades em sinais usados por sistemas de posicionamento e navegação.
  • Infraestrutura: em eventos mais fortes, pode haver impactos em satélites e aumento do monitoramento por operadores de sistemas críticos.

O que fazer (e o que não fazer)

Para a maioria das pessoas, a orientação prática é acompanhar atualizações de fontes oficiais e evitar alarmismo. Se você depende de comunicação por rádio, navegação por satélite ou sistemas sensíveis, vale ter alternativas de redundância e observar se há relatos de instabilidade no período.

Fonte: O Tempo.

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