Clientes que possuem algum tipo de inadimplência com bancos e instituições financeiras poderão participar de um mutirão até 31 de março para renegociar suas dívidas em atraso. A ação, desenvolvida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), vai oferecer descontos, parcelamento ou taxas de juros reduzidas para refinanciamento.
Poderão ser negociadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades de crédito contraídas de bancos e instituições financeiras, que estejam em atraso e não possuam bens dados em garantia, nem dívidas prescritas.
As negociações podem ser feitas de duas maneiras:
Remota: diretamente com a instituição financeira credora em seus canais oficiais, ou pelo portal consumidor.gov.br, lembrando que o consumidor precisa ter sua conta Prata ou Ouro;
Presencial: nos Procons participantes.
“O mutirão é uma oportunidade para o cidadão negociar suas dívidas diretamente com as instituições financeiras, limpar seu nome e reorganizar seu orçamento, prevenindo o superendividamento”, afirma Amaury Oliva, diretor de cidadania financeira e relações com o consumidor da Febraban.
Repactuação de dívidas
Desde o início dos mutirões, em 2019, o sistema bancário brasileiro já repactuou mais de 35,6 milhões de contratos por dívidas negativadas de consumidores.
Em 2025, 2,6 milhões de contratos foram negociados nas duas edições do mutirão, sendo 1,4 milhão na ação que aconteceu em março (mês do consumidor) e 1,2 milhão de contratos, em novembro.
A ação se soma a outras iniciativas apoiadas pelos bancos, a exemplo do programa Desenrola Brasil, do governo federal, quando os bancos negociaram 3,6 milhões de contratos na fase 2 (que envolveu dívidas bancárias), que representaram R$ 6,5 bilhões em volume financeiro.
O Programa começou em 17 de setembro de 2023 e terminou em 20 de maio de 2024¸ beneficiando um universo de 2,7 milhões de consumidores.
Fonte: O Tempo.