(Foto: Reuters)
A passagem de Rafah, que separa a Faixa de Gaza do Egito, foi fechada novamente nesta sexta-feira (10), e os 34 brasileiros que haviam recebido autorização para sair do território permanecem em Gaza.
"A pendência para a abertura da fronteira é a autorização para que ambulâncias passem primeiro com os feridos para serem tratados no Egito, hoje apenas cindo passaram e dezenas ficaram retidas no norte de Gaza", disse o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas.
O embaixador afirmou que a ofensiva terrestre israelense no norte do enclave palestino dificulta a saída das ambulâncias e que tudo está sendo feito em coordenação com Israel e a Cruz Vermelha. Candeas apontou que se as ambulâncias puderem sair no sábado (11), os estrangeiros também deverão passar pela fronteira com o Egito.
O diplomata também afirmou que a embaixada do Brasil em Israel conseguiu a autorização junto à agência de segurança israelense para que Jamila, avó da brasileira Shahed Al-Banna, pudesse sair de Gaza com a sua neta. O embaixador disse que quase todos os brasileiros seguem em Rafah, menos Hasan Rabee, que optou por retornar à cidade de Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza.
A expectativa era a de que os brasileiros saíssem hoje do território palestino. No entanto, com o fechamento da passagem e considerando o horário local na Faixa de Gaza, é improvável que a fronteira seja reaberta ainda hoje.
O chanceler Mauro Vieira convocou uma coletiva de imprensa logo após o fechamento da passagem e afirmou não ter certeza se os brasileiros poderão sair hoje. "A situação em Gaza não permite dizer se hoje, amanhã ou quando", disse. "É uma região conflagrada, e são inúmeras as questões que dificultam a abertura".
"Apesar de terem sido levados até o posto de controle, eles não puderam passar porque o posto de controle não foi aberto. Esperamos que sejam autorizadas a cruzar o mais rápido possível", completa.