Caso foi informado nesta segunda-feira, no Reino Unido
O primeiro caso de morte pela variante ômicron da Covid-19 foi confirmado no Reino Unido. A informação é do primeiro-ministro do país, Boris Johnson, durante visita a uma clínica de vacinação em Londres. Somente no domingo, 1.239 novos casos da variante foram confirmados no Reino Unido, elevando o total detectado para 3.137, ou seja, 65% a mais do que os acumulados até o dia anterior. O primeiro caso da ômicron no país foi detectado em 27 de novembro.
“Infelizmente a ômicron está gerando hospitalizações e, tristemente, pelo menos um paciente morreu com ômicron, confirmado”, disse Boris Johnson. O primeiro-ministro anunciou que todos os ingleses com 18 anos ou mais poderão receber uma dose de reforço ainda até o fim de 2021. "Acho que a ideia de que esta é, de alguma forma, uma versão mais branda do vírus, é algo que precisamos deixar de lado e apenas reconhecer o simples ritmo com que ele (Ômicron) avança pela população", disse Johnson. "A melhor coisa que podemos fazer é obter nossas doses de reforço", acrescentou.
O primeiro-ministro ainda afirmou que as vacinas "fortalecerão os muros de contenção" contra a iminente "onda da Ômicron". No domingo, o governo britânico elevou seu nível de alerta contra a doença, por causa da rápida disseminação da variante.
Dados iniciais apontam que a vacina tem eficácia significativamente menor contra a ômicron para quem recebeu duas doses. Contudo, a terceira dose das vacinas usadas no país pode aumentar a proteção para mais de 70%. Por lá estão sendo aplicados os imunizantes da Pfizer e da Moderna.
Segundo a Associated Press, diante das falas do primeiro-ministro e dos perigos da Ômicron, os britânicos fizeram longas filas nesta segunda-feira para se vacinarem contra o coronavírus. O site do NHS (Serviço Público de Saúde do País) chegou a ficar fora do ar depois que mais de 110.000 pessoas tentaram agendar sua dose de reforço, disse o governo.
A campanha da dose de reforço foi acelerada em resposta aos avanços da Ômicron, e após uma análise inicial sugerir que duas doses da vacina contra a covid-19 não eram suficientes para impedir que as pessoas pegassem a nova variante. A expectativa do governo é que todos os maiores de 18 anos recebam uma terceira injeção até 31 de dezembro.
Segundo o ministro da Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, a variante está se espalhando em ritmo muito acelerado. “As infecções [pela variante] estão dobrando a cada dois ou três dias, isso significa que estamos diante de um maremoto de infecções, estamos novamente numa corrida entre a vacina e o vírus."
O governo britânico anunciou medidas adicionais para combater o avanço da ômicron ainda no domingo. Além da ampliação da campanha de reforço, os ingleses que entrarem em contato com pessoas com teste positivo para a Covid-19 deverão ser testadas de forma obrigatória durante sete dias, mesmo se vacinados. Ainda, foi determinado o isolamento por dez dias de cidadão não imunizados que conviveram com infectados.
Enquanto isso, no Brasil ainda se discute sobre a obrigatoriedade do passaporte de vacinação. Contudo, algumas das principais cidades do país já determinaram o cancelamento das festas de reveillon e carnaval, inclusive Uberaba, devido ao avanço da nova cepa.
Autoridades de saúde da cidade de Tianjin, no norte da China, registraram o primeiro caso da variante Ômicron no País, informou o Tiajin Daily. A nova variante foi detectada em um viajante que chegou à cidade do exterior no dia 9 de dezembro. Segundo o governo, o paciente está sendo observado no hospital.
O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, testou positivo para covid-19 neste último domingo, disse a assessoria do governo. Ramaphosa está isolado na Cidade do Cabo e apresenta sintomas leves da doença. O comunicado não disse se ele havia sido infectado com a variante Ômicron. Todas as responsabilidades da agenda do governo foram passadas ao vice-presidente, David Mabuza.
Na esteira do combate a covid-19, a Rússia decidiu recuar e não anunciar regras sanitárias mais severas contra o coronavírus. O recuo ocorreu após algumas restrições aos não vacinados terem provocado indignação pública em todo país. Com isso, foi retirado de votação no parlamento um projeto de lei que restringia o acesso a voos e trens domésticos e internacionais para aqueles que não foram totalmente vacinados. A Rússia é um dos países com menor taxa de vacinados na Europa, menos de 50% da população de 146 milhões foi totalmente imunizada até agora.