
(Foto/NASA)
A NASA anunciou uma nova missão espacial para investigar regiões pouco observadas do Universo. Batizado de PRIMA (PRobe far-Infrared Mission for Astrophysics), o futuro telescópio vai observar o espaço na faixa do infravermelho distante, permitindo estudar objetos e fenômenos que não são facilmente detectados por outros observatórios.
O projeto avançou para a chamada Fase B, etapa em que serão desenvolvidos o projeto preliminar e as tecnologias necessárias para a construção do observatório. O lançamento está previsto para 2033, caso a missão seja confirmada nas próximas etapas.
O PRIMA terá um telescópio de aproximadamente 1,8 metro e deverá realizar observações profundas e detalhadas do Universo em infravermelho distante.
A faixa do infravermelho distante é especialmente importante para observar regiões frias do espaço, como nuvens de gás e poeira onde novas estrelas e planetas estão se formando.
Essas estruturas podem ficar escondidas quando observadas apenas na luz visível. Com o infravermelho, os pesquisadores conseguem investigar áreas que permanecem difíceis de observar com outros instrumentos.
A proposta é que o PRIMA preencha uma lacuna entre telescópios de infravermelho, como o James Webb, e os radiotelescópios.
Entre os principais objetivos da missão estão:
A missão será administrada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, e contará com a participação de instituições dos Estados Unidos e de outros países, incluindo França, Itália, Alemanha, Canadá, Coreia do Sul, Japão e Reino Unido.
A NASA prevê o lançamento do PRIMA para 2033. A missão foi selecionada para avançar no desenvolvimento e tem custo estimado limitado a US$ 1,2 bilhão, sem incluir o lançamento e outros custos externos ao projeto.
Se for confirmado, o PRIMA terá uma missão planejada de cinco anos e será o primeiro projeto de uma nova categoria de missões de astrofísica da NASA chamada Probe Explorers.