O presidente da Cooperu, Antônio Marcos Poldarin, revela que o preço e as vendas de produtos recicláveis tiveram queda considerável. Ele explica que com os valores baixos, o pessoal da cooperativa tenta segurar os produtos por, no mínimo, noventa dias, na esperança de melhora do mercado, e isso reflete diretamente nas vendas, que diminuem. “Grande parte do que produzimos na cooperativa é usado para embalagens. Se produzimos pouco, as empresas que precisam embalar os produtos terão dificuldade, fazendo com que o preço dos produtos deles suba. Isso prejudica as vendas. É um ciclo”, explicou Marcos. Ele acredita que a queda tem ligação com a crise mundial, já que os Estados Unidos são grande importador de produtos brasileiros. O presidente dá como exemplo o suco de laranja, produzido em grande escala para os Estados Unidos. “Se os EUA compram menos, a gente vende menos”, contou. Ele ressalta que além dos que trabalham na cooperativa, existem os que trabalham por conta própria, recolhendo material reciclado na rua. “Os independentes também estão sendo afetados por essa crise; vamos torcer para que passe logo”. A expectativa dos catadores é de que até o final do ano as vendas melhorem. O presidente lembra que no ano passado houve problema semelhante; entretanto, no mês de dezembro a situação ficou mais favorável.