Após disputas judiciais envolvendo o plano de saúde de funcionários dos Correios e a vigência do acordo coletivo, a categoria ameaça entrar greve a partir de 18 de março.
A Findect (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios) e a Fenect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios) divulgaram no último dia (29) que devem orientar os sindicatos a aderirem à paralisação, alinhados à convocação das centrais sindicais.
De acordo com Wolnei Capoli, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares de Uberaba e Região – Sintect-URA, as centrais estão lutando para que os Correios paguem 70% do valor do plano de saúde, enquanto os titulares devem pagar 30%. “Não podemos aceitar o aumento abusivo no nosso plano de saúde, em coparticipação e mensalidade. Tendo em vista que não podemos manter os dependentes, e a empresa insiste manter em 50%”, explica.
Plano de saúde. Em outubro, o TST decidiu que os Correios pagariam 70% do valor do plano de saúde, enquanto os titulares pagariam 30%. No mês seguinte, o ministro Dias Toffoli, do STF, deu liminar suspendendo decisão do TST e determinando a coparticipação de 50% no plano de saúde.
O TST decidiu, por meio de liminar, suspender os efeitos de um ato administrativo dos Correios (motivado pela liminar de Toffoli) e voltar à divisão inicial, de 70% para a empresa e 30% para os funcionários.
Fux, então, derrubou a decisão do TST até que houvesse o julgamento dos embargos de declaração do dissídio coletivo.