No acumulado do ano, os registros de venda e arrendamento de terras para o cultivo agrícola vinham se mantendo estáveis e, por enquanto, não apresentam desaceleração...
Crise financeira global ainda não afeta mercado de terra na região de Uberaba. No acumulado do ano, os registros de venda e arrendamento de terras para o cultivo agrícola vinham se mantendo estáveis e, por enquanto, não apresentam desaceleração por conta da recessão econômica imposta pelos bancos. De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Humberto Guimarães, a vinda das usinas de álcool e açúcar para a região não inflacionou o mercado de terras, porque a maioria arrenda áreas para o cultivo de cana. Diferente do que houve no interior de São Paulo, onde os usineiros compraram terras e, com a expansão da cana, os preços foram elevados, travando uma verdadeira batalha por áreas entre produtores de diferentes culturas. “O arrendamento é um instrumento de desenvolvimento, porque possibilita o produtor rural investir na lavoura, em tecnificação, implementos, sem desembolsar muito pela área plantada. Já quem investe, hoje, na compra de terra corre o risco de gastar demais com a compra e deixar de aplicar na produção”, explica Guimarães. Quem investiu em terra há um ano e não teve o retorno esperado com produção na última safra são os que mais sofrem neste momento de recessão econômica, conforme Guimarães. Em se tratando de Brasil, os produtores rurais que passam por maus momentos estão, na maioria, concentrados em Mato Grosso. Atualmente, 65% da produção agrícola de Uberaba estão em áreas arrendadas. Do total, 150 mil hectares são destinados à cultura de grãos, 70 mil à cana-de-açúcar e 5 mil para outras culturas.