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Dados municipais apontam que Uberlândia ultrapassou BH em número de casos da Covid-19

Publicado em 16/06/2020 às 20:48Atualizado em 18/12/2022 às 07:09
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Dados da Prefeitura Municipal de Uberlândia, atualizados nesta terça-feira (16) aponta 4.025 casos confirmados de Covid-19 no município. O número é maior que o de Belo Horizonte, que segundo dados também desta terça, possui 3.489.

Vale ressaltar que os dados são preocupantes tendo em vista que BH tem aproximadamente 2,5 milhões de habitantes, segundo dados estimados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto Uberlândia tem uma população estimada de 691 mil moradores – número cerca de 3,6 vezes menor que o existente em Belo Horizonte.

Uma das explicações apontadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia para o elevado índice de infectados é a quantidade de testes aplicados atualmente. De acordo com o Executivo, 2.264 moradores são testados para cada cem mil habitantes. O número é, segundo o secretário Gladstone Rodrigues, 17 vezes maior que a média de testes aplicados no estado de Minas Gerais – onde são 136 para cada cem mil habitantes. A taxa de ocupação dos leitos de Uberlândia atingiu a marca de 94% nesta segunda-feira.

Há uma semana, na terça-feira passada (9), quando havia cerca de 2.350 infectados na cidade, o prefeito Odelmo Leão (PP) declarou que o índice de isolamento social é baixíssimo, cerca de 39%. O número é 12% menor que a média estadual e está 31 pontos abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda àquele dia, o secretário Gladstone Rodrigues declarou que se a taxa continuasse baixa, o número de leitos não será suficiente.

“Apesar dos esforços empenhados pelo município e uma situação mais promissora em relação ao país e mesmo ao Estado, é preciso ficarmos atentos porque é urgente o achatamento da curva de contaminação. Na rede municipal, temos atualmente 29 leitos de UTI criados exclusivamente para tratar dos casos mais graves da doença. Abrimos nove leitos novos apenas na última sexta-feira (12), e ainda assim, considerando todos os leitos disponíveis na Rede Pública Municipal, nossa taxa de ocupação hoje está em 94%. O prefeito autorizou a abertura de mais dez leitos. No entanto, é essencial que a disseminação do vírus fique mais lenta para que consigamos oferecer atendimento médico adequado a todos”, disse o secretário Gladstone Rodrigues em nota no site da prefeitura nesta segunda-feira.

Reabrindo

Após uma primeira onda de crescimento na quantidade de infectados em Uberlândia, o município decidiu suspender o escalonamento para abertura dos estabelecimentos comerciais. A medida válida até 3 de junho dividia em seis grupos as empresas por tipo de comércio e cada um deles possuía um horário certo para abrir. O grupo A, por exemplo, composto por restaurantes em pontos de parada e padarias, deveria iniciar suas atividades entre 5h e 6h. O grupo E, entretanto, que é integrado pelos shoppings, só poderia abrir as portas a partir das 12h.

Com a suspensão dessa determinação, os estabelecimentos comerciais receberam uma ordem para abrir no horário exclusivo de 10h às 18h, sem maiores restrições. Esta medida se aplica também a bares que vendem comida e restaurantes. Entretanto, a contrapartida para a liberação de horários foi a proibição da abertura de estabelecimentos não essenciais aos sábados e domingos. Academias, casas noturnas, cinemas e instituições de ensino permanecem fechados e sem perspectiva de reabertura.

Divergência

O relatório da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) não coincide com o do município de Uberlândia em relação à quantidade de casos e óbitos na cidade. Segundo o documento do Estado, atualizado na manhã desta terça-feira (16), Uberlândia é a segunda cidade de Minas Gerais o com maior número de moradores infectados. A pasta declara são 2.135 diagnósticos positivos para a Covid-19 na cidade, e 41 mortes causadas pela doença.

Através de nota, a Saúde esclareceu que quem notifica os casos primeiramente são os próprios municípios. “Sendo assim, a SES-MG só insere os dados em seu boletim epidemiológico quando recebe a notificação oficial do município dos casos”, declarou a secretaria. Quanto os óbitos, o órgão pontuou que são necessários em média 3 a 4 dias para que a morte seja confirmada.

*Com informações O Tempo

 

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