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Desempregada tem auxílio emergencial negado por ser "Presidente da República"

Publicado em 08/05/2020 às 15:15Atualizado em 18/12/2022 às 06:11
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Foto/reprodução

Uma estudante e desempregada de 31 anos, de Vila Velha, no Espírito Santo, teve o pedido de auxílio emergencial negado após a Carteira de Trabalho Digital apontar que ela tem dois empregos em aberto.

Surpresa com a informação, um dos contratos apontava que ela ocupava o cargo de Presidente da República.

O último emprego formal da estudante foi como cuidadora em uma escola da rede estadual do Espírito Santo. O segundo vínculo em aberto é de auxiliar de secretaria pela Prefeitura de Vila Velha, atuou antes de 2019. No entanto, este contrato também aparece em aberto na sua carteira de trabalho digital.

Com dois filhos, ela recorreu ao auxílio para conseguir arcar com as despesas de casa e com as mensalidades de um curso que ela faz.

O marido está empregado, mas teve o salário reduzido e benefícios cortados, por causa da crise causada pelo coronavírus.

Mas ao fazer a solicitação, aparecia no aplicativo que ela era trabalhadora formal e, portanto, não tinha direito.

Os equívocos acabam gerando um erro para a base de dados usada pelo Governo Federal para avaliar quem pode receber o benefício ou não.

A superintendência de Trabalho e Emprego no Espírito Santo, disse que o erro é do contratante, neste caso, a secretaria de educação.

Houve um erro quando a secretaria não informou a demissão da funcionária e outro ao inserir, equivocadamente, o código do cargo de presidente da República na ocupação da trabalhadora.

A orientação dada pela superintendência de Trabalho é que a estudante procure o setor de Recursos Humanos da secretaria de educação para resolver.

Já Secretaria da Educação informou que os servidores são cadastrados em um sistema próprio e que, nesse sistema, o cargo dela está como cuidadora e que, mesmo assim, vai ajudar a ex-servidora a corrigir o erro junto ao Ministério da Economia.

Sobre o cargo em aberto em Vila Velha, a Prefeitura explicou que os desligamentos dos servidores em 2020 ainda serão informados ao Ministério da Economia.

Sobre os desligados em 2019, a Prefeitura disse que as movimentações foram enviadas em 14 de abril de 2020.

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