Hoje, para encerrar a pauta de julgamentos da 1ª Vara Criminal, Eduardo Silva Vieira e Jefferson Eugênio da Silva serão submetidos a júri popular pela tentativa de homicídio praticada contra o taxista Leandro Calazam da Silva. O promotor de Justiça Alcir Arantes será responsável pela acusação na sessão presidida pelo juiz Ricardo Cavalcante Motta. Já os réus terão a defesa feita por Glauco Marciliano de Oliveira e Marcelo Tonus de Melo Furtado, da Defensoria Pública.
O crime ocorreu no dia 24 de fevereiro de 2009, no bairro Vila Arquelau. A vítima, à época com 18 anos, encontrava-se na porta de sua residência, na rua Odilon Resende Facuri, esquina com a rua Dezembro, quando foi atingida por vários tiros. Em investigações preliminares do Copom, ficou evidenciado que o crime estaria relacionado a briga de gangues. A vítima teria participação na gangue da Cassandra do Boa Vista, embora a mãe de Leandro conteste a versão, e os disparos foram efetuados por dois denunciados, pertencentes a uma gangue rival, da Vila Arquelau.
O crime teria sido praticado pelos suspeitos identificados como Jefferson Eugênio da Silva, 20 anos, e Eduardo Silva Vieira, 18, conhecido como “Duzinho”. Após desferir os disparos, os dois teriam fugido do local. Leandro foi alvejado com quatro tiros, sendo dois tiros de raspão, um no lado direito da cabeça e outro na mão. Os outros dois foram na região do tórax, inclusive na coluna vertebral, prejudicando os movimentos dos membros inferiores. A vítima foi resgatada por unidade de resgate do Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital de Clínicas da UFTM, onde foi atendida e sobreviveu.