
El Niño Costeiro entra no radar e pode “virar a chave” das chuvas no Brasil (Foto/Reprodução)
Um nome que costuma aparecer só quando o tempo começa a “desandar” na América do Sul voltou ao radar: El Niño Costeiro. Autoridades e cientistas do Peru já emitiram os primeiros avisos indicando que o aquecimento do mar perto da costa pode se manifestar nas próximas semanas — e, mesmo sendo um fenômeno “local” no Pacífico, ele tem histórico de influenciar padrões de chuva no continente.
O ponto de atenção para o Brasil é simples: quando a atmosfera “compra” essa mudança no oceano, o resultado pode ser uma sequência de dias mais instáveis em parte do país — principalmente no Sul — com chuva em volumes que variam muito de cidade para cidade. Para acompanhar avisos oficiais e risco na sua região, vale monitorar o mapa de alertas da Defesa Civil e as atualizações em O TEMPO.
Por que isso chamou atenção agora?
O “alerta” começou porque a área do Pacífico junto ao Peru e ao Equador (região Niño 1+2, usada para monitorar o aquecimento costeiro) deve aquecer nas próximas semanas, com possibilidade maior de alcançar patamares típicos de El Niño Costeiro — especialmente em março.
Segundo o relato, o comitê peruano ENFEN elevou o status para “Vigilância” após modelos indicarem maior chance de condições oceânicas quentes de fraca intensidade, e a expectativa é de acompanhamento mais frequente com boletins quinzenais.
El Niño Costeiro é a mesma coisa que El Niño “clássico”?
Não. O El Niño Costeiro é um aquecimento anômalo perto da costa do Peru e do Equador. Ele pode causar efeitos muito fortes nesses países, mas não necessariamente vira um El Niño global.
Já o El Niño clássico (o “canônico”) envolve uma faixa maior do Pacífico equatorial, sobretudo na região Niño 3.4, e costuma ter impactos mais amplos e persistentes no clima do mundo — inclusive no Brasil. A leitura do cenário é que o Costeiro pode aparecer primeiro e, mais adiante, haver chance de aquecimento mais amplo no Pacífico central.
O que o Brasil pode sentir primeiro:
Mesmo sem “virar” um El Niño global, episódios costeiros têm histórico de mexer no comportamento das chuvas no Brasil, especialmente no Sul. O motivo é que o aquecimento costeiro pode reorganizar corredores de umidade e a frequência de frentes e instabilidades, alterando o padrão de chuva e temperatura da estação seguinte.
No curto prazo, o melhor jeito de ler isso é: o risco não é igual em todo lugar. A mudança costuma aparecer como um “ganho de frequência” de instabilidade em algumas áreas, com chuva que pode ser volumosa em janelas curtas — o tipo de cenário que aumenta chance de alagamentos em centros urbanos e eleva o nível de rios em bacias mais sensíveis.
Onde o alerta costuma acender mais rápido:
Se o padrão descrito se confirmar, a região com maior probabilidade de sentir reflexos primeiro é o Sul — por isso, vale acompanhar o detalhamento por estado:
Como o Discover valoriza contexto local, uma boa estratégia é manter o texto com referências geográficas distribuídas e serviço prático: além do Sul, acompanhe também as páginas do Sudeste e capitais que concentram impacto urbano em dias de chuva forte, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
O que observar nas próximas semanas:
Fonte: O Tempo