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Os ventos sopram a favor de sua transformação na segunda maior fonte geradora de energia do país num futuro bem próximo. Já a partir do ano que vem, a energia eólica deve ser superada somente daquela retirada das turbinas de hidrelétricas. Vistas até 2010 como “experimentos” do setor elétrico, as usinas eólicas entram de vez para a base de sustentação do abastecimento brasileiro e, menos de uma década depois, respondem por 8,5% da potência instalada em território nacional.
Nesses meses de agosto e setembro, que ficaram conhecidos como a “safra dos ventos”, as usinas eólicas batem recordes. É quando a ventania ganha ainda mais força nas Regiões Nordeste e Sul do País, onde hoje giram 6,6 mil cataventos espalhados por 534 parques eólicos. Além disso, é justamente no período seco (entre abril e novembro), quando os reservatórios precisam ser preservados, que a ventania ganha mais força. Nas últimas semanas, uma média de 14% da energia que abastece todo o País tem sido retirada de torres eólicas. Uma semana atrás, os cataventos suportaram nada menos que 72% da energia consumida por toda a Região Nordeste.
Hoje, 64% do potencial elétrico nacional vem de turbinas de hidrelétricas. As usinas a biomassa representam fatia de 9,2%, mas as eólicas já são 8,5% da matriz e crescem a um ritmo superior a 20% ao ano, muito acima das demais fontes.
*Com informações da Agência Estado