A Força Aérea Brasileira (FAB) vai mudar a tática nas buscas pelos destroços do Airbus que caiu no Oceano Atlântico após deixar o Rio de Janeiro em direção a Paris
A Força Aérea Brasileira (FAB) vai mudar a tática nas buscas pelos destroços do Airbus que caiu no Oceano Atlântico após deixar o Rio de Janeiro em direção a Paris. Depois de anunciar que havia encontrado material do avião e ter que desmentir no mesmo dia, os militares vão analisar os objetos antes de recolher.
Mesmo sem a confirmação, chance de encontrar sobreviventes ou corpos é cada dia mais remota por causa das correntes marítimas no possível local da queda. Os responsáveis pela operação já admitem a possibilidade de não localizar nenhuma pista da aeronave. Há registros históricos de desaparecimentos de aviões que nunca foram encontrados.
A Airbus divulgou ontem um comunicado aos proprietários de aeronaves modelo A-330, semelhantes à que fazia o voo 447 da Air France. Sem entrar em detalhes do informe, a assessoria da empresa se limitou a informar que o documento visa a prevenir acidentes, reforçando procedimentos que devem ser adotados pelos pilotos quando estes suspeitarem da existência de algum problema operacional. Ainda segundo a companhia, documentos deste tipo são distribuídos em casos de acidente e recomendações costumam enfatizar aspectos apontados como possíveis causas de acidentes.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o comunicado aponta procedimentos a serem seguidos caso a tripulação suspeite de falhas nos indicadores de velocidade das aeronaves, sugerindo que um defeito técnico pode ter sido preponderante no acidente com o avião da Air France na rota Rio-Paris.
A TAM, única empresa aérea brasileira a operar com o A-330, confirmou ter recebido o comunicado de segurança de voo, mas também não revelou o tipo de recomendação feito pela fabricante da aeronave.