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Família real britânica é novamente associada à abusos sexuais; príncipe Andrew poderá ser interrogado

A família real já foi associada ao tema; Anonymous afirmou que a Lady Diana foi assassinada por ter descoberto casos de estupro no palácio

Publicado em 09/06/2020 às 20:01Atualizado em 18/12/2022 às 06:56
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Foto/Getty Images

A família real britânica está sendo novamente associada à casos de abuso sexual. O príncipe Andrew, terceiro filho da rainha Elizabeth II está sendo cotado para colaborar com investigação.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos quer saber mais sobre a relação do príncipe com o bilionário americano Jeffrey Epstein, condenado por tráfico de pessoas para fins sexuais e abuso de menores.

Na última semana, a família foi alvo do tema, após a rede Anonymous afirmar que a Lady Diana foi assassinada, por ter descoberto casos de estupro relacionado ao palácio. A rede ainda acusou que, na época da morte, Diana estava visitando hospitais e casas de repouso e que consolava vítimas. Anonymus ainda apontou que Di havia registrado depoimentos de uma vítima.

Pouco dias depois, veio à tona a pretensão dos investigadores dos EUA de interrogarem o príncipe Andrew. O objetivo é conseguir mais informações sobre uma possível coparticipação na morte de Epstein, que se suicidou na cadeia em agosto do ano passado.

Andrew havia declarado publicamente que cooperaria com qualquer "agência policial apropriada". Mas, em março, o promotor Geoffrey Berman disse que o príncipe “fechou a porta à cooperação voluntária" e afirmou ainda que, por isso, a investigação estava "considerando suas opções”.

Nesta segunda-feira (08), os advogados príncipe reagiram às alegações de que ele não estava cooperando com os promotores americanos. Em um comunicado, os advogados de Andrew disseram que o príncipe, duque de York, ofereceu sua ajuda ao Departamento de Justiça americano três vezes este ano.

"Infelizmente, o Departamento de Justiça reagiu às duas primeiras ofertas violando suas próprias regras de confidencialidade e alegando que o duque ofereceu cooperação zero", afirmou a defesa do príncipe. "Ao fazer isso, talvez eles estejam buscando publicidade em vez de aceitar a assistência oferecida."

Os advogados disseram que o Departamento de Justiça apenas solicitou a ajuda de Andrew em 2 de janeiro deste ano. Eles declararam ainda que o príncipe nunca foi alvo da investigação e que apenas sua cooperação no inquérito havia sido solicitada.

O jornal britânico The Sun informou, nesta segunda, que o Departamento de Justiça dos EUA enviou às autoridades britânicas um pedido baseado no tratado de assistência jurídica mútua, usado em investigações criminais para coletar material de outros Estados que não podem ser facilmente obtidos com base na cooperação policial.

O Departamento de Justiça se recusou a comentar o caso, e o Ministério do Interior do Reino Unido disse que não iria se posicionar sobre a existência do pedido. O Palácio de Buckingham também não se manifestou.

Andrew abandonou suas funções na família real por causa das repercussões de seus vínculos com Epstein, participe voluntariamente de uma entrevista para dar uma declaração.

*Com informações O Globo

 

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