ATENÇÃO, PAPAIS E MAMÃES!

Férias em casa exigem atenção redobrada com crianças, alerta pediatra

Dandara Aveiro
Publicado em 04/01/2026 às 18:33
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Nem todas as crianças viajam durante as férias escolares e, para muitas famílias, o recesso significa mais tempo dentro de casa ou nas ruas do bairro. Esse cenário, segundo a médica pediatra Ana Paula Bosi, exige vigilância constante dos pais e cuidadores, já que o risco de acidentes domésticos aumenta significativamente nesse período. 

Em entrevista ao Pingo do J, a especialista destacou que situações como crianças sozinhas em casa, sob os cuidados de irmãos mais velhos ou em ambientes sem adaptações de segurança elevam a incidência de ocorrências graves. “A gente percebeu isso claramente na pandemia e o mesmo acontece nas férias: aumentam muito os acidentes domésticos, principalmente as queimaduras”, alertou. 

Entre os principais cuidados, a pediatra reforça medidas simples, mas essenciais, como tampar tomadas, manter crianças longe do fogão, usar sempre os cabos das panelas voltados para dentro e evitar o acesso a locais elevados. “Quedas de altura podem provocar traumatismos sérios. Um minuto de distração pode ser suficiente para um acidente grave”, explicou. 

Ana Paula também ressaltou que o período é desgastante para pais e cuidadores, já que exige atenção permanente. Com a mudança na rotina, cresce o uso excessivo de telas como forma de entreter as crianças, o que também preocupa. “O ideal é não sair muito da rotina, especialmente nos horários de sono. Dormir muito tarde pode trazer dificuldades depois, quando as aulas retornam”, orientou. 

Alimentação e riscos no período de festas 

Outro ponto de atenção são os hábitos alimentares, que costumam mudar durante as férias e as confraternizações de fim de ano. Segundo a pediatra, crianças maiores podem e devem experimentar novos alimentos, respeitando a idade e observando possíveis reações alérgicas. “É importante testar alimentos potencialmente alergênicos, como ovo, leite, castanhas e amendoim, sempre com cuidado”, explicou. 

No entanto, ela alerta para riscos comuns nessa época, como a contaminação alimentar. Pratos com maionese, alimentos mal-conservados e a exposição prolongada ao calor podem provocar gastroenterites. “As infecções gastrointestinais não acontecem porque a criança comeu muito ou misturou alimentos, mas porque ingeriu algo contaminado ou teve contato com vírus ou bactérias”, esclareceu. 

Para crianças menores de dois ou três anos, o cuidado deve ser ainda maior, evitando alimentos com pedaços grandes, que aumentam o risco de engasgo. “Nada de oferecer alimentos inadequados para a idade. Engasgos são frequentes tanto em crianças quanto em idosos”, ressaltou. 

Bebidas alcoólicas e supervisão constante 

A pediatra também chamou atenção para outro risco comum em reuniões familiares: o acesso de crianças a bebidas alcoólicas. “É algo que muitas vezes fica exposto e pode ser ingerido por curiosidade, principalmente por crianças maiores. Isso é extremamente prejudicial e precisa de atenção redobrada”, afirmou. 

Ana Paula Bosi reforçou que as férias devem ser um período de descanso e diversão, mas sem descuidar da segurança, destacando que, com orientação adequada, supervisão constante e pequenos ajustes na rotina e no ambiente doméstico, é possível reduzir significativamente os riscos e garantir um período mais tranquilo para as crianças e para toda a família. 

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