Entidade diz que aumento no preço do combustível gera desequilíbrio sem precedentes nos custos operacionais das empresas

Empresas de transporte de passageiros dizem estar sendo impactadas pela alta do diesel (Foto/Videopress Produtora)
A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Minas Gerais (Fetram) manifestou nesta quarta-feira (18/3) preocupação com a crise de abastecimento e a escalada nos preços do óleo diesel. De acordo com a entidade, “o combustível já acumula alta de 30% em relação ao valor habitual, o que gera desequilíbrio sem precedentes nos custos operacionais das empresas mineiras”.
O presidente da federação, Rubens Lessa Carvalho, destacou que o setor enfrenta um momento de instabilidade extrema. "O aumento de 30% nos custos habituais, somado à instabilidade internacional e ao risco real de desabastecimento, coloca as operadoras em uma situação insustentável", afirma o executivo. Carvalho ressalta ainda que, sem a adoção de medidas complementares urgentes, a prestação do serviço em todo o território mineiro será gravemente prejudicada.
Entre os pontos críticos apontados pela Fetram o desequilíbrio econômico assume o protagonismo, “uma vez que o impacto de 30% no custo do combustível inviabiliza o planejamento financeiro das empresas”. Somado a isso, as operadoras já relatam dificuldades práticas na aquisição do diesel S10 e S500, tipos fundamentais para a manutenção da frota moderna de ônibus que circula no estado.
A crise é agravada pelo cenário global, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio envolvendo Irã e Israel. Conforme a entidade, a tensão internacional mantém a pressão sobre as commodities e eleva o risco de falta de produto em Minas Gerais. “A Federação alerta que a permanência dessa conjuntura levará, inevitavelmente, à queda na qualidade do serviço oferecido ao usuário, com possíveis interrupções em linhas consideradas essenciais,” informa o comunicado divulgado pela federação.
Diante do quadro alarmante, a Fetram informou que mantém diálogo constante com as autoridades competentes. “O objetivo é buscar soluções emergenciais que garantam o fluxo de combustível e a estabilidade econômica do setor, assegurando, dessa forma, a preservação do direito de deslocamento do cidadão mineiro,” conclui.
Fonte: O Tempo