Industriais mineiros podem se inscrever até 30 de agosto para viagem que busca novos negócios no maior parceiro comercial do Brasil
Empresários de Minas Gerais que desejam expandir sua atuação no mercado internacional têm até o dia 30 de agosto para se inscrever na Missão à China 2026. A iniciativa é promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e está em sua quarta edição.
A viagem acontece entre os dias 1º e 8 de novembro de 2026 e propõe uma imersão dos industriais mineiros em um dos mercados mais competitivos e estratégicos do mundo.
O objetivo da ação é aproximar as empresas de potenciais clientes, fornecedores, investidores e parceiros comerciais. Durante a programação, os participantes também terão contato com tendências, tecnologias e modelos de negócios que podem apoiar o processo de internacionalização da indústria mineira.
A agenda inclui visitas técnicas a fábricas chinesas, capacitação executiva, atividades de networking e a participação na China International Import Expo (CIIE), considerada a maior feira de importação do país asiático. O grupo também estará presente no Brazil China Business Forum e no jantar batizado de "The Bearer of the Future".
A CIIE reúne empresas, compradores, investidores e representantes de diversos países, funcionando como uma vitrine internacional de produtos e serviços. Para os participantes, o evento é uma oportunidade de prospectar negócios e acompanhar as tendências do mercado.
Segundo a gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEMG, Rebecca Macedo, a missão permite que os empresários compreendam na prática o ambiente de negócios chinês e identifiquem caminhos para ampliar sua presença global.
"A internacionalização exige preparo, visão estratégica e construção de relacionamentos qualificados. Mais do que acessar um novo mercado, é preciso compreender suas demandas, identificar parceiros confiáveis, acompanhar tendências, conhecer tecnologias e avaliar oportunidades de investimento e cooperação", afirma.
Ela destaca ainda que viajar acompanhado de uma instituição, com agenda organizada, aumenta as chances de gerar conexões relevantes. "A China é um mercado de grande escala, mas também altamente competitivo", diz.
Os números do comércio exterior reforçam a importância do mercado chinês para o Brasil. Em 2025, a China respondeu por 28,69% das exportações e 25,30% das importações brasileiras, mantendo-se como principal parceiro comercial do país.
Naquele ano, as exportações brasileiras para a China alcançaram US$ 100 bilhões, alta de 6% em relação a 2024. As importações de produtos chineses somaram US$ 70,9 bilhões, crescimento de 11,5%. O comércio entre os dois países chegou a cerca de US$ 171 bilhões, com superávit de US$ 29,1 bilhões a favor do Brasil.
A pauta de exportação brasileira segue concentrada em commodities. Sementes e frutos oleaginosos movimentaram US$ 34,8 bilhões (35% das vendas), minérios somaram US$ 21 bilhões (21%) e combustíveis minerais atingiram US$ 20,6 bilhões (cerca de 21%). Juntos, os três grupos representaram aproximadamente 77% das vendas, o que indica espaço para diversificação com produtos de maior valor agregado.
O crescimento do poder de compra da classe média chinesa e a busca por produtos especializados também abrem novos nichos para empresas brasileiras interessadas no mercado asiático.
As inscrições podem ser feitas por meio do formulário da Missão à China 2026. Mais informações estão disponíveis pelos telefones (31) 3263-4728 e 3263-4407 ou pelo e-mail pcomercial@fiemg.com.br.