Chegando as férias de verão, os pais devem quitar as dívidas das mensalidades que ficaram em haver com as escolas particulares ao longo do ano, salvo que a legislação não permite a renovação de matrícula se o débito não for pago. Segundo o presidente da Associação das Escolas Particulares de Uberaba, professor Carlos Godoy, a solução para os que ficaram devendo é procurar a escola e encontrar uma maneira de negociar. “Em Uberaba, a inadimplência vai de escola para escola. Algumas têm 5% de inadimplentes, enquanto outras chegam a ter 40%. A sociedade precisa enxergar a escola particular como uma prestadora de serviço, que tem de se manter e pagar seus funcionários”, observa o professor. Godoy defende a idéia de que a legislação deve ser alterada, dando à escola a oportunidade de receber as mensalidades atrasadas não só ao final do ano. “Sem recursos, nenhuma empresa sobrevive, então deve haver uma mudança, senão a escola perde sua capacidade de manutenção”, completa. O professor acredita que muitas escolas vão renegociar as dívidas, mas cada instituição tem sua política; geralmente, as mensalidades atrasadas são divididas em três vezes. No entanto, os atrasos acabam prejudicando o cronograma dos estabelecimentos de ensino.