Pressão dos consumidores está cada dia mais forte, levando fabricantes a investir em matérias-primas biodegradáveis para reduzir o impacto do produto na natureza
Campanha mundial que declarou guerra contra os canudos de plástico vem ganhando adesões de empresas e do poder público e as redes sociais têm importante papel nessa batalha, onde milhões de consumidores condenam o uso por causa dos resíduos descartados no meio-ambiente, sobretudo nos oceanos.
Algumas cidades americanas, por exemplo, já transformaram em lei a proibição ao plástico descartável, como é o caso de Seattle, onde não se encontra nada feito com resina obtida a partir do petróleo em restaurantes, cafés e lojas de alimentação. Apenas naquele país são quase 500 milhões de canudinhos usados todo dia. Cada um deles vai demorar aproximadamente 200 anos até se decompor por completo na natureza.
No Brasil, foi o Rio de Janeiro o pioneiro em adotar esse tipo de restrição. Desde o mês passado, bares, restaurantes e quiosques da capital são obrigados a fornecer canudos de papel, sob pena de multa salgada: R$ 6 mil. Nesse mesmo sentido, outras cidades brasileiras estudam adotar o mesmo tipo de regra.
Para quem oferece canudos a seus clientes, o caminho tem sido trocar o plástico por outras matérias-primas. Nas últimas semanas, grandes grupos como Starbucks, McDonald’s, American Airlines, Disney e Marriott anunciaram que já começaram a fazer a transição do plástico para outros materiais e que pretendem abandonar a resina definitivamente nos próximos anos.
Tendo em vista o mercado em declínio, fabricantes de canudos de plástico têm buscado alternativas para adequar a produção a um novo perfil de demanda. Paralelamente, pequenos empreendimentos têm investido no desenvolvimento de materiais alternativos, como os acessórios feitos de vidro, bambu e metal.
Adeus, mundo velho. Ao longo dos anos, o canudinho acabou sendo o ícone da mudança de comportamento do consumidor, se tornando um item muito usado, apesar de dispensável. A proibição aos canudos de plástico é um importante passo, sem dúvida, mas mais do que isso importa um trabalho de conscientização do consumidor para que não utilize tantos produtos desnecessários. O consumo desses pequenos itens realmente é elevado. Só no caso da rede Starbucks, são 1 bilhão de unidades por ano.
*Com informações do Estado de Minas Leia mais: