O secretário da Interpol ressalta que a ideintificação das vítimas do voo 447 deve ser feita de forma digna e rápida
A identificação dos corpos das vítimas do acidente aéreo com o Airbus 330 da Air France passará a contar com a ajuda da Interpol (polícia internacional). O comunicado foi feito nesta terça-feira, pelo secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, ressaltando que, "como as vítimas desta tragédia são originárias de diversas partes do mundo, a colaboração internacional será essencial para garantir que sua recuperação e sua identificação sejam feitas de forma confiável, digna e rápida". Os comandos da Marinha e da Aeronáutica informaram nesta manhã que mais quatro corpos foram retirados do mar, subindo o total para 28. Na manhã desta terça-feira, a fragata Constituição aproximou-se do arquipélago de Fernando de Noronha com os primeiros 16 corpos resgatados, que foram levados em helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira) para a identificação inicial dos peritos. O primeiro aparelho, o Black Hawk, pousou às 9h45 com oito corpos. Por volta de meio dia chegaram mais oito corpos no Super Puma. Houve atraso no transporte dos corpos, causado pelo mau tempo na região. O próximo passo será o transporte dos corpos até o IML (Instituto Médico Legal) do Recife, o que está previsto para acontecer amanhã. A viagem, neste caso, terá cerca de uma hora de duração e será feita numa aeronave C-130, também da FAB. Por enquanto, os outros 12 corpos já recolhidos pela fragata Bosísio não devem ser transportados para Fernando de Noronha, o que somente será feito quando a câmara frigorífica esgotar sua capacidade de armazenamento. O mesmo acontecerá com a fragata Constituição, que já está retornando à área onde os corpos foram localizados. O trabalho de transporte é considerado difícil, porque exige uma aproximação de pelo menos 55km da fragata ao arquipélago, para possibilitar, assim, que os helicópteros possam resgatar os corpos trazidos de alto mar. Ao se aproximar da fragata, o helicóptero, então, fica parado no ar e cada corpo é içado por um cabo de aço até o interior do aparelho. Essa operação dura, em média, dez minutos para ser concluída. O Airbus da Air France caiu no Atlântico no domingo, dia 31 de maio, quando ia do Rio de Janeiro para Paris, levando 228 pessoas a bordo. As causas do acidente ainda não são claras.