RECEITA FEDERAL

IRPF 2026: três regras de ouro para não cair na malha fina

Erros comuns, como falha no preenchimento de informações, podem trazer 'dor de cabeça' ao contribuinte

Raíssa Pedrosa/O Tempo
Publicado em 21/04/2026 às 09:35
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A Receita Federal recebe, até 29 de maio, a declaração de Imposto de Renda 2026. Neste ano, são esperados mais de 44 milhões de documentos até o fim do prazo. No ano passado, 3,9 milhões de declarações ficaram retidas na malha fina da Receita, grande parte por erros de preenchimento, deduções erradas ou omissão de rendimentos. Para evitar entrar nessa lista, o contribuinte precisa ficar atento.

A Receita Federal, com seus sistemas cada vez mais tecnológicos e integrados, intensifica o cruzamento automático de dados com diversas fontes, monitorando praticamente todas as movimentações financeiras e patrimoniais. Os principais pontos de atenção para as verificações incluem movimentações bancárias, PIX, cartões de crédito, investimentos, despesas médicas e educacionais, operações de compra e venda de imóveis e veículos, além de rendimentos de plataformas digitais e trabalho autônomo.

"A melhor maneira para o contribuinte se antecipar é organizar todos os informes de rendimentos e demais documentos antes de declarar, evitar estimativas e sempre utilizar dados comprováveis. Além disso, é fundamental declarar todas as fontes de renda", aconselha a professora Tcharla Bragantin, coordenadora do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário Módulo, de São Paulo.

Veja a seguir três dicas valiosas, separadas pela especialista, para evitar problemas com o Fisco.

1) Declare todos os rendimentos, sem exceção

A tentação de ocultar pequenos valores ou rendas informais pode custar caro. A Receita Federal tem acesso a um vasto leque de informações, e omissões são facilmente detectadas. "A omissão de rendimentos é um dos principais motivos de cair na malha fina. Inclusive valores de dependentes, trabalhos informais ou rendas eventuais devem ser informados corretamente", alerta a especialista.

2) Utilize apenas informações comprováveis

Deduções são um direito do contribuinte, mas apenas quando há comprovação documental robusta. Tentar deduzir despesas sem notas fiscais ou recibos válidos é um dos caminhos mais curtos para a malha fina. "Nunca declare despesas médicas, educacionais ou qualquer dedução sem possuir documentação hábil. A Receita cruza esses dados com os prestadores de serviço", orienta.

3) Revise antes de enviar

Erros simples, como a digitação incorreta de um CPF, um valor ou um dado bancário podem gerar inconsistências e atrasar a restituição. Vale a pena dar aquele último “check-up” detalhado. "Uma revisão cuidadosa evita erros simples. Conferir dados bancários, CPF de dependentes, informes de rendimentos e valores declarados faz toda a diferença para uma declaração tranquila", finaliza a docente.

Fonte: O Tempo.

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