
Ataques israelenses atingem prédios residenciais no centro de Beirute (Foto/Reuters/Claudia Greco)
A madrugada desta quarta-feira (18) marcou uma escalada intensa da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, com ataques aéreos israelenses atingindo o centro de Beirute e destruindo prédios residenciais, em alguns dos ataques mais violentos à capital libanesa em décadas.
Um dia após a morte do chefe de segurança iraniano Ali Larijani, confirmada por Teerã, Israel anunciou a morte de outra autoridade iraniana, o ministro da Inteligência Esmail Khatib. O Irã respondeu disparando mísseis múltiplos contra Israel, que teriam matado duas pessoas próximas a Tel Aviv.
Segundo autoridades iranianas, as perdas não afetarão suas operações. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que a República Islâmica é sólida e não depende de um único indivíduo.
Quase três semanas após o início do conflito, não há sinais de redução da violência. O fornecimento global de energia foi afetado, elevando os preços do diesel nos Estados Unidos a mais de US$ 5 por galão. Israel também iniciou uma ofensiva terrestre no sul do Líbano contra o Hezbollah, enquanto o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, rejeitou propostas de mediação internacional, afirmando que EUA e Israel devem ser “colocados de joelhos”.
Nos ataques em Beirute, prédios nos distritos de Bachoura e outros centros residenciais foram destruídos, deixando pelo menos dez mortos e milhares de deslocados. No sul de Tel Aviv, um míssil iraniano abriu cratera em uma calçada e incendiou veículos, causando pânico entre moradores.
Autoridades libanesas registram cerca de 900 mortes e 800 mil deslocados, enquanto o grupo HRANA relata mais de 3 mil mortos no Irã desde o início dos ataques. Israel e EUA afirmam que o objetivo é impedir a projeção de poder do Irã além das fronteiras e destruir programas nucleares e de mísseis, ao mesmo tempo em que incentivam a população iraniana a se levantar contra o governo clerical.