Quanto mais rápida a entrega, maior o custo; Associação Brasileira de Comércio Eletrônico aponta um aumento de 3,82% nas vendas deste ano

Vendas do e-commerce devem atingir R$ 17,32 bilhões neste Natal (Foto/Pexels)
Natal está aí: faltam apenas 15 dias para a tradicional celebração e, claro, a aguardada troca de presentes. Neste ano, as compras online ganharam ainda mais a preferência dos brasileiros. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas do e-commerce devem atingir R$ 17,32 bilhões. O número representa aumento de 3,82% em relação ao mesmo período de 2021, que foi de R$ 16,6 bilhões.
Segundo dados internos do Mercado Livre, plataforma brasileira de comércio eletrônico, 56% dos compradores pesquisam com mais de três semanas de antecedência as compras de dezembro. Mas a pergunta que muitos consumidores se fazem é: até quando eu ainda posso fazer as minhas compras e recebê-las no prazo para a festividade?
Segundo Rodrigo Bandeira, vice-presidente da ABComm, em certos casos é possível fazer as compras até três dias antes do Natal. Prazo apertado? Ele explica: “hoje, com as novas modalidades de entrega, o prazo ficou bem menor e, dependendo da velocidade de aprovação do pagamento, da loja escolhida, algumas compras podem ser feitas com segurança até o dia 22 de dezembro”, garante.
Nesses casos é preciso ficar atento aos valores do frete: quanto mais rápida a entrega, maior o custo. Entre as modalidades de entrega dos Correios, por exemplo, estáo PAC, que tem o frete mais econômico, mas tem média de entrega de 10 dias úteis. Já o Sedex pode entregar a encomenda no dia seguinte.
Em uma simulação, uma compra PAC saindo de São Paulo para Belo Horizonte no dia 22 custaria a partir de R$ 7,60. O Sedex, com um dia útil de prazo, custaria a partir de R$ 58,40. Existe ainda a possibilidade do Sedex Hoje, mas é preciso consultar a disponibilidade de atendimento.
No Mercado Livre, 85% das entregas são feitas em até 2 dias, abarcando 4,7 mil cidades. Para o mesmo dia, 100 cidades próximas aos Centros de Distribuição com serviço de Fullfilment (solução logística com a qual uma empresa transfere o seu estoque, parcial ou integralmente) são atendidas. Há um deles em Extrema, no Sul de Minas.
O cliente deve ficar atento aos anúncios com o logotipo “FULL”, que oferecem vantagens como frete grátis a partir de R$ 79 em compras no seu carrinho e envio imediato a partir do centro de distribuição.
Presentes da China podem não chegar a tempo
O otimismo do vice-presidente da ABComm com as entregas não é tão grande quando os produtos vêm de outros países, como a China, queridinha dos consumidores brasileiros. “Depende da forma de entrega disponibilizada pelo site estrangeiro, mas, no atual período, o risco é grande quanto à pontualidade para a data”, afirma.
Bandeira explica que o mercado do e-commerce brasileiro se preparou com bastante planejamento e bom abastecimento de estoque para o turbilhão de compras que vêm aí. Este ano, o ticket médio está projetado em R$ 450 na compra dos consumidores. No ano passado, a média do valor de compras foi de R$ 445. O número de pedidos deve chegar a 38,5 milhões, também maior que os 37,5 milhões registrados no Natal de 2021.
A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico recomenda que, em casos de atrasos desproporcionais na entrega, o cliente faça contato com a própria loja e, se não for resolvido o problema, acione a Justiça. “É importante que o consumidor faça uma lista prévia das compras que deseja efetuar e busque boas referências sobre a loja escolhida, na própria internet”, finaliza Bandeira.
Fonte: O Tempo