GERAL

Juiz ouve envolvidos no escândalo das licitações nesta quarta-feira

Segundo a ação proposta pelo promotor José Carlos Fernandes Júnior, há verdadeiro ‘esquema’ de concessão de propinas, capitaneado por Marco Antônio Miranda

Thassiana Macedo
Publicado em 03/07/2012 às 10:14Atualizado em 19/12/2022 às 18:44
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Construção de barras de apoio para a piscina da UAI foi contratada por uma empresa e realizada por outra

Será nesta quarta-feira (4), às 13h30, a audiência de instrução do servidor Marco Antônio Miranda e dos empresários Eugênio Crosara e José Servilio Fulim, que supostamente teriam se beneficiado pela corrupção de processos licitatórios na Prefeitura de Uberaba. Os três serão ouvidos pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal, Ricardo Cavalcante Motta.

Segundo a ação proposta pelo promotor José Carlos Fernandes Júnior, há “verdadeiro ‘esquema’ de concessão de propinas”, capitaneado por Marco Antônio Miranda, que embolsava vantagens indevidas para auxiliar e instruir as empresas participantes de licitações. Com a quebra do sigilo telefônico, o Ministério Público descobriu que o servidor Marco Antônio pediu, por pelo menos duas vezes, o recebimento de vantagens para influenciar processo licitatório que beneficiasse o empresário Eugênio Crosara. O valor da propina, denominada “beiradinha”, que seria repassada ao então presidente da Comissão Permanente de Licitações seria de R$ 5 mil. Em troca, Crosara receberia informações sobre licitação de 2011.

A empresa vencedora para construção de barras de apoio para a piscina do UAI, seria a Remacci Construções Urbanas Ltda., pelo valor de mais de R$ 43 mil, mas quem realmente prestou o serviço foi Eugênio Crosara, embora sua empresa estivesse inabilitada para executar a obra. No entanto, com as ligações interceptadas foi possível descobrir que havia uma combinação para que a empresa Remacci, pertencente a José Servilio Fulim, também investigado, apenas emprestasse seu nome para a licitação. Em outra licitação, desta vez para reforma de Unidade Básica de Saúde na comunidade rural de Santa Fé, Marco Antônio teria pedido vantagens de José Servilio, em torno de R$ 6 mil, em cima de proposta de mais de R$ 72 mil. A obra não chegou a ser iniciada, pois o imóvel estava ocupado.

Ambulâncias. O servidor Marco Antônio Miranda também figura como um dos réus no processo que apura graves irregularidades em esquema de manutenção de ambulâncias, formado por funcionários públicos da Prefeitura de Uberaba e da Secretaria de Saúde e a empresa Centro Automotivo Uberaba. O esquema forjou orçamentos falsos que serviram para justificar gastos no valor de R$ 352.134,41, entre 2008 e 2010, em que se inseriram declarações falsas em 139 mapas de cotação de preço.

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