A Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que sejam soltos 14 dos 28 presos suspeitos de envolvimento com um suposto esquema de fraudes em licitações e recebimento de propina na prefeitura de Dourados. A decisão é da juíza Dileta Terezinha de Souza Thomas, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Dourados. O prefeito Ari Artuzi (PDT) não está na lista de soltura e, portanto, segue preso.
Até as 16h, três dos 14 presos haviam deixado a Penitenciária Harry Amorim Costa. O presídio, entretanto, não informou os nomes das pessoas que deixaram o local.
Entre os beneficiados pela decisão estão os vereadores Aurélio Bonatto (PDT), José Carlos Cimatti (PSB), Júlio Artuzi (PRP) e Marcelo Barros (DEM), Paulo Henrique Bambu (DEM) e Zezinho da Farmácia (PSDB). Este último, porém, não será liberado, porque em sua casa foi encontrada uma arma calibre 38.
Também devem ser soltos o controlador-geral do município, João Kruger, o chefe de licitação e o antigo ocupante do cargo, Tiago Vinícius Ribeiro e José Roberto Barcelos, o superintendente do Hospital Evangélico, Marco Aurélio de Camargo Areias, o assessor Paulo Ferreira do Nascimento, Sidnei Donizete Lemos Herédia, Geraldo de Assis e o empreiteiro José Antonio Soares, conhecido como Zeca do MS.