Em Uberaba, apenas os técnico-administrativos estão parados, mas a qualquer momento professores também podem entrar em greve, pois aprovaram indicativo
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Aderiram ao movimento, servidores administrativos do Hospital de Clínicas e do centro educacional da Universidade
Greve de técnico-administrativos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro ganha força e já são mais de 300 servidores parados em Uberaba. O movimento começou no dia 28 de maio, em todo o país, e grande parte das universidades federais aderiu. Em Uberaba, apenas os técnico-administrativos estão parados, mas a qualquer momento os professores também podem entrar em greve, pois aprovaram indicativo.
De acordo com a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior (Sinte-MED), Daniela de Sousa Santos Naspoli, o movimento vem ganhando força, o que demonstra ainda mais a insatisfação da categoria. “Dobramos o número de grevistas em uma semana, estamos vivendo um momento político de retrocesso dos direitos trabalhistas em âmbito geral, direitos que foram adquiridos através da luta. Por isso, a insatisfação de todos, que não querem perder o que conquistaram”, explica Daniela.
Quanto aos professores, de acordo com a coordenadora, na terça-feira, dia 2 de junho, foi promovida uma assembleia de docentes para definir o indicativo de greve. “A categoria também aprovou, mas ainda não definiram a data de quando vão parar. Logo estaremos juntos neste processo de luta, para garantia dos nossos direitos”, afirma Daniela.
Em Uberaba, aderiram ao movimento os servidores administrativos do Hospital de Clínicas e do centro educacional da Universidade. A escala de trabalho está sendo montada semanalmente, a partir da adesão de grevistas. Por se tratar de serviço essencial ligado à saúde, de acordo com a lei, em período de greve é preciso obedecer a um índice mínimo de profissionais atuando. “Essa é uma das atribuições do comando de greve, que possui várias frentes de trabalho. Preocupamos em manter o atendimento no hospital, para que o movimento não traga problemas para a comunidade, pois não é esse o objetivo, pelo contrário, também reivindicamos condições dignas de atendimento à saúde”, finaliza.