
O jornalista e chargista Oldack Esteves morreu aos 96 anos; seu corpo foi sepultado em Belo Horizonte. (Foto/Reprodução)
O jornalista e chargista Oldack Esteves morreu aos 96 anos, na sexta-feira (30). O sepultamento ocorreu na tarde de sábado (31), no Cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte. Com uma carreira que atravessou quase sete décadas, Oldack construiu uma trajetória histórica no jornal Estado de Minas, onde trabalhou por 68 anos e publicou seus últimos trabalhos em 2005.
Reconhecido pelo traço singular e pela crítica política afiada, Oldack ajudou a retratar momentos marcantes da vida política brasileira. Segundo o presidente do Estado de Minas, Josemar Gimenez, o chargista deixou uma contribuição inestimável ao jornal ao transformar acontecimentos políticos em imagens simbólicas que dialogavam diretamente com o leitor.
Entre as marcas registradas de seu trabalho estavam elementos recorrentes, como um rato e uma tartaruga, utilizados como metáforas visuais nas charges. Esses símbolos se tornaram uma espécie de assinatura artística e reforçavam o caráter satírico de suas produções.
A relevância da obra de Oldack também alcançou o meio acadêmico. Seus trabalhos foram objeto de estudos em universidades, como uma dissertação apresentada à Faculdade de Letras da UFMG, em 2006, que analisou a polifonia presente em suas charges. Especialistas destacam a complexidade de suas composições, que frequentemente reuniam diferentes planos e personagens para representar, de forma crítica, os diversos espaços da sociedade brasileira.

Reconhecido pelo traço singular e pela crítica política afiada, Oldack ajudou a retratar momentos marcantes da vida política brasileira. (Foto/Reprodução)