Se o plano é curtir o Carnaval aproveitando os blocos nas ruas, fugir do sol vira uma tarefa quase impossível. Mas mesmo que a exposição solar não possa ser totalmente evitada, alguns cuidados devem ser tomados quando o assunto é a proteção da pele, principalmente porque ficar sob o sol por horas a fio pode trazer consequências que vão além de um pequeno desconforto ou vermelhidão.
Para a dermatologista Paula Salomão, cooperada da Unimed-BH, a proteção solar deve ser encarada como parte do planejamento de quem vai para a folia. “Evitar o sol entre as 10 e 16 horas, usar chapéus, bonés, óculos escuros com proteção ultravioleta e roupas leves são medidas fundamentais. No entanto, nada substitui o uso correto do protetor solar”, afirma a médica, ressaltando que o filtro deve ser aplicado diariamente, mesmo quando o céu está nublado. “A radiação solar não tira folga no Carnaval”, pontua.
A escolha do protetor solar é outra questão importante. Segundo Paula Salomão, o ideal é utilizar filtros solares com FPS 30, no mínimo. “O FPS 50 pode ser até mais indicado para quem vai ficar por muitas horas exposto ao sol, especialmente em ambientes abertos, como blocos de rua ou então em praias”, explica. “O produto também deve proteger contra os raios ultravioleta A, UVA e UVB, informação que consta nos rótulos. A escolha da textura, creme ou gel ou loção deve levar em conta o conforto e o tipo de pele de cada paciente”, completa.
A médica também pontua que a aplicação da quantidade correta de filtro solar também faz muita diferença para se proteger bem do sol. “Um dos erros mais comuns é aplicar menos protetor do que o necessário e para facilitar existe uma regra das colheres de chá, que ajuda a garantir a proteção adequada. Por exemplo, no rosto e pescoço, uma colher de chá é suficiente. Para cada braço, essa mesma quantidade também é adequada. Para a parte da frente do tronco, uma colher de chá. Nas costas, outra colher de chá. Em cada perna e coxa, duas colheres, uma para a perna e uma para a coxa. No total, um adulto precisa de cerca de 6 a 7 colheres de chá de protetor solar para o corpo inteiro. Já para o rosto, pode ser usada a chamada da regra dos dois dedos, aplicando produto ao longo do dedo indicador”, detalha.
A aplicação também precisa levar em consideração todas as partes do corpo. “Muitas pessoas esquecem áreas importantes como as orelhas, nucas, pés, lábios e o couro cabeludo”, conta a médica.
Paula Salomão ainda aponta que outro erro comum é utilizar produtos vencidos ou acreditar que apenas o protetor facial é suficiente. “A pele do corpo também precisa de cuidado diário, especialmente em períodos de exposição solar intensa”, diz.
A hidratação também é fundamental para cuidar da pele, já que a exposição solar favorece a perda de água no organismo. “Mesmo sem sentir sede, tem que se hidratar”, orienta Paula. “Além disso, o uso de hidratantes corporais após o banho vai ajudar a restaurar a barreira, aliviar o ressecamento e manter a pele saudável. Uma pele hidratada responde melhor até as agressões externas e se recupera também mais rapidamente”, destaca.
Em alguns casos, interromper a exposição ao sol pode ser o mais indicado, principalmente se houver sinais de queimadura como vermelhidão intensa, dor ou ardência. “Compressas frias, hidratação oral adequada e produtos calmantes aplicados na pele também vão ajudar. Caso surjam bolhas, dor intensa ou mal-estar, é essencial procurar um dermatologista. Queimadura solar não deve ser encarada como algo banal. Se tiver bolha, é sinal de alerta e o dermatologista deve ser buscado”, orienta.
Fonte: O Tempo.