O movimento nos shoppings, onde ocorreram os rolezinhos, caiu cerca de 25% no dia do evento, aponta a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). A entidade informou que também houve queda na circulação de pessoas nos dias que antecederam a atividade, a partir do momento em que o evento era anunciado para determinado centro comercial nas redes sociais. Segundo pesquisa da Alshop, 71% dos clientes desaprovam o encontro de jovens nos shoppings.
Os rolezinhos estão ocorrendo desde dezembro de 2013 e são convocados nas redes sociais por jovens da periferia para centros comerciais da cidade. Milhares de pessoas comparecem ao evento. A iniciativa tem sido reprimida pela polícia e proibida por decisões judiciais.
O presidente da entidade, Nabil Sahyoun, disse que estes jovens são bem-vindos nos centros comerciais, desde que individualmente. “O que não podemos admitir é um grupo que entre para fazer baile funk nos corredores, porque não podemos correr o risco de ter alguma fatalidade dentro desses empreendimentos”, declarou.
Sahyoun nega que os centros comerciais tenham tido um comportamento racista ao impedir a entrada de alguns jovens. Ele avalia que alguma atitude pode ter sido assumida individualmente por algum funcionário.
Na quarta-feira (29), representantes da Alshop vão se reunir com ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, para discutir ações federais para conter os rolezinhos.
A orientação da associação, caso haja nova convocação nas redes sociais é que as portas sejam fechadas. Cada shopping deve adotar o procedimento que considerar adequado. “Como consumidores, eles são importantes. O que a gente está fazendo é potencializando o respeito e a segurança desses empreendimentos”, apontou.