A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda mudança na cobrança da conta de luz, mas a economia vai depender do consumidor, que pode baixar o preço do serviço. O modelo será semelhante ao das tarifas de telefonia, que têm preços diferenciados segundo os horários. Nos momentos de pico, o valor seria maior, para que os usuários aproveitassem descontos concedidos em outros horários.
A medida, para entrar em vigor, precisa passar por consulta pública e, depois, ser aprovada pelo Conselho Diretor da Aneel. Não há prazo para a implantação, e estima-se que isso só comece em dois ou três anos. A ideia é estimular a economia, aliviando o volume de carga nos piores horários, das 6h às 7h e das 18h às 21h. A área técnica da agência iniciou o estudo há dois anos.
A diretora da Aneel, Joísa Campanher Dutra explicou que o modelo só funciona com medidores eletrônicos. Hoje, poucas distribuidoras têm o aparelho, que ainda é caro, por não ser produzido em larga escala.
Para o diretor-técnico regulatório da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia (Abradee), Fernando Maia, a proposta é oportuna, já que o atual modelo tarifário tem 25 anos. “A tarifa diferenciada trará eficiência energética e racionalidade. Com essa proposta, uma dona de casa vai preferir lavar a roupa na máquina pela manhã, e não à noite, durante a novela”, exemplifica.
O uso dos medidores eletrônicos, alvo de muita polêmica, foi regulamentado pelo Instituto de Metrologia (Inmetro), na Portaria nº 213, publicada na quinta-feira (2). “A Ampla foi a primeira a instalar, mas o equipamento já está sendo testado por outras companhias. É eficiente e também ajuda a combater os furtos”, disse Fernando Maia.