Empresário uberabense Odo Adão Filho acredita que motivações políticas culminaram na inclusão do nome dele na chamada “Ficha Suja” do Tribunal de Contas da União (TCU)
Empresário uberabense Odo Adão Filho acredita que motivações políticas culminaram na inclusão do nome dele na chamada “Ficha Suja” do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele foi relacionado na listagem por não ter prestado contas da ordem de R$120.054,11 junto ao Fundo Nacional de Cultura. O processo transitou em julgado em 2009 no TCU.
Conforme explica, a Agência de Cooperação Internacional Brasil África (Aciba) - entidade que preside, sem fins lucrativos e que tem por objetivo promover a integração econômica, comercial e cultural - foi selecionada na época do governo Fernando Henrique Cardoso para desenvolver projetos com o intuito de divulgar o Brasil no continente africano. O financiamento ocorreu com recursos do Ministério da Cultura (MinC).
Segundo ele, todas as prestações de contas relacionadas a estas ações foram aprovadas, mas após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) houve o desarquivamento desta prestação de contas por “pessoas mal-intencionadas, que assumiram posições de comando” no MinC. Consequentemente, houve o questionamento no TCU. “Aconteceu um aparelhamento de toda a máquina pública e ações de retaliação foram realizadas contra supostos adversários políticos, principalmente aqueles com ligações partidárias com o PSDB, que era meu caso.”
Ele também explica que nesta época havia fixado residência na África, mais especificamente na cidade de Dakar, capital do Senegal, onde se concentrava a maioria de seus negócios. “Por este motivo, todo o novo processo correu à revelia, sem o meu conhecimento e o devido acompanhamento”, esclarece.
Ainda segundo ele, o questionamento sobre esta prestação de contas se encontra atualmente na Justiça Federal, “onde venho tentando, através de meus advogados, comprovar a má-fé ocorrida na origem deste processo”.