Em conversas com aliados antes mesmo da filiação ao PSB, Pacheco mostrou-se animado à disputa e intensificou conversas sobre os problemas que enxerga em MG

Pacheco é o nome defendido por Lula para concorrer ao governo de Minas em 2026 (Foto: Fred Magno / O TEMPO)
O senador Rodrigo Pacheco (PSB) mantém cautela sobre uma eventual candidatura ao governo de Minas Gerais. No entanto, os cálculos eleitorais que ainda o impedem de cravar o nome na disputa ao Palácio Tiradentes são feitos ao passo em que o parlamentar também traça prioridades que pretende atacar tão logo confirmar que estará na corrida pela sucessão de Romeu Zema (Novo).
Em conversas com aliados antes mesmo da filiação ao PSB, Pacheco mostrou-se animado à disputa e intensificou as conversas sobre os problemas que enxerga em Minas Gerais. Até mesmo um convite para construção de um futuro plano de governo foi feito ao correligionário e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), conforme revelado pelo próprio gestor municipal ao portal DeFato.
Nas reuniões com integrantes do grupo político, Pacheco tem externado preocupações que entraram também nos discursos após a filiação ao PSB. O senador tem discutido com afinco questões municipais e deve mirar questões que acabaram não sendo solucionadas durante os dois mandatos de Romeu Zema (Novo) e na temporária gestão de Mateus Simões (PSD).
Há um entendimento, conforme apurado pela reportagem, de estreitar laços especialmente com prefeituras que acabaram não tendo problemas locais solucionados por Zema. Pacheco, inclusive, escreveu nas redes sociais, após a entrada no PSB, contará com representantes dos municípios. “E devemos ter o engajamento, repito, de prefeitos municipais, vereadores, deputados, segmentos sociais, sociedade civil organizada, para um debate sobre as soluções diante desses desafios e de uma dívida bilionária”, disse.
Neste sentido, áreas como infraestrutura, saúde e educação têm ganhado prioridade. “Há um processo de sucateamento da máquina pública e de desvalorização dos servidores públicos do estado. Além disso, áreas essenciais como a saúde pública, a segurança, a infraestrutura, educação e a cultura precisam de um esforço de todos nós para que sejam resgatadas, valorizadas e desenvolvidas. Há tudo por fazer”, reiterou Pacheco.
Agendas em Minas
Até a confirmação - ou não - de uma candidatura ao governo, Pacheco pretende, conforme auxiliares, ampliar a presença em Minas. Há um entendimento de que é necessário ter uma estratégia no estado para estreitar laços com lideranças, líderes partidários e apoiadores. No estado, o PSB tem mais de 40 prefeituras, cidades que também devem receber atenção neste período.
A ideia é que as agendas comecem a ser organizadas e pensadas a partir da próxima semana. Os encontros devem ser construídos a partir de uma estrutura ainda a ser definida e construída, mas que já deve se assemelhar a um modelo de pré-campanha.
Fonte: O Tempo