O requerimento foi protocolado na noite desta segunda-feira (9/3) pelo senador Alessandro Vieira com 35 assinaturas - oito a mais do que o mínimo exigido

Alessandro Vieira informou que protocolou pedido de CPI mirando ministros por caso Master com 35 assinaturas. (Foto/Jefferson Rudy/Agência Senado)
Pelo menos o quinto pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a fraude do Banco Master foi protocolado nesta segunda-feira (9) no Congresso Nacional. A nova iniciativa no Senado, porém, mira a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido foi articulado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que afirmou ter 35 assinaturas – oito a mais do que o mínimo necessário. Ele declarou a intenção direta de apurar condutas dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
“Protocolamos agora, com 35 assinaturas, o requerimento de CPI específica para apurar as condutas dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no “caso Master”. Agora começa o trabalho para a efetiva instalação da comissão. A justiça deve ser igual para todos”, declarou o senador.
O objetivo, de acordo com o autor, é “investigar eventuais relações pessoais, financeiras ou de outra natureza entre os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master” que está preso. Além disso, o requerimento prevê “a apuração de possíveis reflexos dessas relações sobre a atuação funcional dos magistrados no exercício de suas atribuições institucionais”.
No caso de Toffoli, que foi relator do caso Master no STF, o senador citou o nome do ministro entre os acionistas do resort Tayayá, ligado ao grupo empresarial de Vorcaro, localizado no interior do Paraná. Toffoli já admitiu a sociedade na empresa, mas negou amizade com Vorcaro ou recebimento de valores pelo banqueiro.
Sobre Moraes, Alessandro Vieira cita o contrato da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci, com o Banco Master. O contrato previa R$ 3,6 milhões e rendeu ao escritório quase R$ 80 milhões entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
O senador afirmou que a existência do contrato suscita dúvidas sobre possíveis conexões entre o grupo econômico investigado e a atuação de Moraes. Nesta segunda-feira (9/3), a advogada publicou nota esclarecendo o contrato e negando atuação pelo Master no STF. O ministro também nega relações com o caso.
Veja abaixo quem assinou o pedido de CPI:
Fonte: O Tempo