Em fevereiro de 2026, as micro e pequenas empresas tiveram um saldo positivo de 117.566 empregos formais na relação admissão e demissão. O número representa 46% do total do saldo positivo de vagas com carteira de trabalho criadas no mês, que foi de 255.321.
A expansão foi puxada principalmente pelo setor de Serviços, que gerou 69.859 postos de trabalhos formais. Nos dois primeiros meses do ano, os pequenos negócios foram responsáveis pela geração de 51% total das vagas, totalizando um saldo positivo, entre a relação admissões e demissões, de 191.115.
Os dados foram tabulados pelo Sebrae a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. As regiões que mais criaram empregos formais nas micro e pequenas empresas foram Sudeste, com 72 mil, e Nordeste, 25 mil. Dos postos criados nos pequenos negócios, os homens ocuparam 62 mil e as mulheres, 55 mil. Os dados estão no site do Data Sebrae: Painel CAGED – DataSebrae.
Na avaliação da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o país poderá criar mais vagas se valorizar as micro e pequenas empresas. Para isso, de acordo com a entidade, é necessário reajustar a tabela de enquadramento no Simples Nacional, sem correção desde 2018.
A Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o requerimento de urgência para a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, que prevê aumento do teto, mas a proposta ainda não foi votada. “Essa atualização será um alívio para 24 milhões de microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte”, destaca Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB.
A CACB reivindica uma correção de 83% para cada uma das faixas do Simples Nacional. Com a atualização, o teto anual do MEI passa de R$ 81 mil para R$ 144 mil, com permissão para contratação de até dois empregados, o das microempresas sobe de R$ 360 mil para R$ 869 mil, e das empresas de pequeno porte de R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões.
A confederação estima que a medida criará quase 900 mil empregos, principalmente por conta da permissão de que o MEI possa contratar até dois funcionários. A correção também injetará R$ 34,3 bilhões na massa salarial. “Os recursos servirem para formalizar empresas, dinamizar a atividade econômica, incrementar negócios, aumentar parques produtivos e de prestação de serviços, gerando maior necessidade de ferramentas, insumos e de trabalhadores”, argumenta Cotait.